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segunda-feira

Hoje sinto-me assim...

Gigante, mas iluminada.

Mulheres portuguesas com muito estilo

Para além da forma como conduzem as suas carreiras e do que já se realizaram nesta vida (estas coisas notam-se!), são umas verdadeiras lufadas de ar fresco relativamente à imagem pessoal:
Guta Moura Guedes, Paula Moura Pinheiro, Clara Ferreira Alves (com quem já me cruzei no show room da Hugo Boss), Ana Mesquita.

sexta-feira

Hoje senti-me como 1 estrela de cinema

Hoje quando entrei na loja de roupa da Dream Sisters, a proprietária disse-me "vê-se mesmo que é uma das minhas clientes"... eu percebi perfeitamente o que ela quis dizer. É que, mesmo com o maior barrigão da história das grávidas, eu não abdiquo de vestir-me de forma ousada, original e sobretudo - shame on me, pela falta de modéstia - GIRA. Na verdade as pessoas abordam-me na rua para me dizerem que "uma grávida assim é que dá gosto ver", as velhinhas param para me perguntarem "para quando é", o senhor Vitor da retrosaria fez-me um desconto no preço do Beitão, e no centro de saúde chegaram-me mesmo a dizer que eu sou a grávida mais gira que já viram. Hoje senti-me um bocadinho estrela de cinema e não estou nada habituada a estas simpatias e... devo confessar... até vim para casa um pouco atordoada. Não me posso habituar a estes depósitos na conta do ego, porque daqui a uns dias - se Deus quiser - volto à normalidade.

As minhas lojas favoritas!

Acho que vou criar um directório, mas aqui ficam já algumas moradas (perto de casa). E claro espero ansiosamente a abertura da loja mais especial de todas... a de uma grande amiga que ainda não quer que se fale nisso.



A loja de decoração à qual é impossível resistir: saris indianos, colchas feitas de capulanas, candelabros mexicanos, mobiliário balinês, biombos tailandeses... parece que entramos numa máquina da volta ao mundo em 30 minutos (sim, são precisos pelo menos 30 minutos para ver tudo). A loja cheira sempre bem, podemos tomar chá e há sempre o sonzinho de àgua a correr e world music. Total relax para gastar dinheiro. É o sitio ideal para quem, como eu, é adepta da decoração com cor. Os preços não são nada caros, mas eu saio de lá sempre desolada a pensar o quanto gostava de ser rica - é que apetece-me levar tudo para casa. E também fazem consultas de Reiki, tarot e i ching...
Av. da Republica, 1632, Parede




Zoe fashion
A dona desta loja é sem dúvida a mais bem vestida rapariga de Cascais. Não sei o nome dela, mas atende-me sempre como se fossemos amigas há 500 anos... e claro, por isso mesmo, faz-me gastar muito dinheiro. Ali encontramos o closet ideal: marcas como a Custo Barcelona ou a Fluxá, items originais que ela importa "du monde", bem como peças exclusivas de criadores portugueses. Desde os jeans com detalhes, a jelabas impossíveis de imaginar, passando pelos vestidos para festa ou clutchs pejadas de predaria... é a tentação. Esta é uma das lojas que veste as meninas do "Querido mudei a casa"... portanto dá para ver o estilo. Fica na Rua da Palmeira, 4 - 1º E - Cascais




Dreamsisters
Fly London ou Ringspun, são algumas das marcas que podemos encontrar assim que passamos a porta desta loja que dá vontade de lá ficarmos não só pelas roupas e acessórios, como pela decoração (Arco-íris com perdominância de Fushia e verde limão). A roupa é verdadeiramente diferente de tudo o que já vimos até aqui, aliás parece que estamos em Ibiza... vale mesmo a pena a visita.
Fica na 25 de Abril, antes da pastelaria Lua de mel.




Sabão e Limão
É um miminho esta pequenina loja que vende sabonetes e velas artesanais. Cheira tão bem que impregna todo o largo ostende.
Largo ostende, Monte do estoril




Lavanda
É uma loja com roupa, acessórios, prendas e decoração. Vende os vestidos mais giros da linha de Cascais e tem sempre umas montras lindas, com uns móveis deliciosos. Lembro-me de ver um na montra que era todo forrado a chapa de metal, prensada. Parecia uma renda de prata. Foi nesse dia que idealizei os meus móveis costumized.
Fica na avenida Sabóia, 425, Monte do Estoril.




Sabóia 57
Roupa muito gira e vistosa. Muitos dourados e prateados, t-shirts cheias de opinião e acessórios para todos os gostos.
Av. Sabóia, 57, Monte do Estoril




Maria Flor
Esta loja é um pouco cara, mas tem as peças de roupa mais originais do país. Dá vontade de comprar tudo, mas é mesmo só para as meninas ricas. Numa das últimas montras tinha lá "o vestido": caicai, em formato de balão num tecido pintado à mão. Outra originalidade: a mala autocarro colombiano... feita em formato de camioneta com montes de bonecos a sair das janelas. Quando lá for outra vez, fotografo-a para a colocar aqui.
Sabóia 51, Monte do Estoril




segunda-feira

Veja meu Slide Show!

à entrada

Não há nada mais voodoo e patine que a entrada da minha casa. O móvel chinês comprei-o numa terra perdida chamada Sabugo. Fui lá ver os móveis chineses, mas só gostei mesmo daquele que estava no escritório do senhor (este). Tanto chorei que ele vendeu-mo. O busto descobrí-o numa loja de velharias em Montpellier, França. E claro, tratando-se de uma menina francesa pus-lhe um chapéu de abas largas e uns óculos escuros muito na moda. O Azulejo foi herança da avó do Paulo: "Amor e carinho tudo vence", na verdade é o lema da nossa casa.

há uma semana em casa...

à espera. Nos primeiros dias aproveitei para pôr as papeladas em dia, baixa de risco, dormir, segurança social, dormir, algumas arrumações (as que consigo), dormir, dormir, dormir. Agora, ao cabo de uma semana começo a ter os meus acessos de coisas-importantíssimas-e-inadiáveis-que-tenho-de-fazer-antes-que-a-Catarina-nasça. Entre elas estão o meu curso de image consulting que foi iniciado e nunca adiantado, terminar os work in progress e aprender a dominar o photoshop. Denoto já alguma ansiedade...

segunda-feira

Com o trabalho em mãos...

... e a barriga no pescoço.

A escolha dos tecidos

Alguns tecidos comprei-os há muitos anos na rua do ouro, outros são de vestidos meus da adolescência, camisas velhas, etc... tudo reused.

O vestido...

Já está pronto! e claro, como não consigo estar quieta, aventurei-me a fazer a colcha de remendos toda à mão, tal como o vestido. Fotos já a seguir...

Por fim em casa

Na sexta-feira passada a minha médica mandou-me para casa de repouso absoluto. Estou tão feliz em casa, até porque já não consigo movimentar-me sem incómodo. Vou ter saudades de passar por aqui todos os dias. Agora só daqui a uns 6 ou 7 meses.

sábado

E hoje sinto-me assim...


Equinócio da Primavera

Para além da páscoa, nestes dias celebra-se o equinócio da Primavera. Em latim equinócio quer dizer noites iguais... aos dias. Esta é uma altura em que se consagra a fertilidade (daí os ovos da páscoa, os coelhinhos e os folares) e é a altura ideal para purificar águas. Como é que se faz? Deixa-se uma garrafa do lado de fora da janela a apanhar 24 horas de exposição, sendo que esta entrará em equilíbrio por estar igualmente exposta ao Sol e à Lua. Hoje é a noite ideal pois a Lua está cheia. Simples! Com esta água podemos limpar-nos, limpar objectos, lavar cristais, usar durante o resto do ano em rituais.

quarta-feira

Cansaço de grávida...

Ainda falta algum tempo para nascer a Catarina e eu já estou completamente exausta. Não consigo dormir à noite por causa das dores nas costas, da azia, das cãimbras, do xixi, não consigo fazer praticamente nada sem errar, sujo-me de cada vez que como, e outro dia ia pegando fogo à cozinha... enfim, para uma rapariga que tinha a mania do "tudo perfeito" estes são tempos verdadeiramente inglórios. Dou comigo a chorar de cada vez que tenho de virar-me na cama ou a ficar profundamente deprimida diante de um lanço de escadas. Ainda não estou de baixa. Por um lado acho que a minha médica particular decidiu castigar-me pelos 16 quilos, por outro o meu patrão só agora autorizou uma solução para a minha ausência... creio que ele acha o máximo que me rebentem as águas durante a preparação de um press kit ou uma entrevista para um jornal. Assim, espera-me, pelo menos mais uma semana de trabalho e eu sinceramente não sei como vou conseguir.
A ajudar às dificuldades continuo na minha saga com o Serviço Nacional de Saúde, mais especificamente no Centro de Saúde de Cascais. Nunca tive seguro e como sou uma boa pagadora de impostos para mim era claro que o centro de saúde era a solução. Depressa me apercebi que era impossível para uma trabalhadora normal como eu. As consultas são sempre em horário impossível de conciliar com o trabalho, as marcações feitas de nada valem... nunca somos atendidos na hora prevista; Se ultrapassamos em cinco minutos a hora marcada, ficamos para o fim e a mim chegou a acontecer-me ficar para o fim (esperei toda a manhã) para me dizerem que não me conseguiam atender nesse dia tinha de voltar na próxima semana. Nesse dia decidi que não voltaria ao CSC e procurei uma médica particular. Mais tarde quis pedir a credencial para o Rastreio bioquímico... ninguém ma queria passar e não percebiam a razão da minha solicitação. Disseram-me que não era consultada há muito tempo e que para além disso esse exame não era obrigatório. Foi preciso pedir o livro de reclamações para lá me passarem com o meu médico, o Dr. Abel Abejas. Este fez o favor de me dizer que me passava o rastreio, mas que não concordava com o facto de eu o fazer, pois se os índices viessem alterados eu voltaria para pedir uma amiocintese... "e imagine, Vanessa se todas as grávidas deste centro se pusessem a pedir o rastreio... o que seria...". Debati com ele o meu direito de querer fazer todos os exames disponíveis e a conversa foi até um pouco acesa ao ponto de ele me dizer que era contra o aborto. Pronto, estava explicada a razão porque não se passam normalmente os rastreios Bioquimicos em Cascais (exame fundamental para detectar algumas trissomias). Nesse dia rocei a mal-educada e disse-lhe que ele era livre de ter a sua opinião, mas que essa não podia colidir com o bem-estar e as liberdades da comunidade e perguntei-lhe se ele tinha passado o rastreio à jovem mãe que acabava de sair da consulta com um bebé com um problema de mal-formação notório. Hoje voltei ao centro de saúde para pedir as credenciais dos exames do terceiro trimestre, já que preciso de fazer as análises amanhã sem falta. Depois de ter tentado ligar para o meu módulo de atendimento e ninguém me ter atendido, procurei na internet o horário das consultas. Hoje às 13 horas lá estava eu e o meu marido no CSC à procura do Dr. Abel Abejas pelos módulos de atendimento, pois logo à entrada mandaram-me para um diferente do habitual e diferente da informação da net. Pouco depois foi-nos dito que o Dr. Abel já tinha dado consultas durante a manhã e que não me podiam ajudar. Eu expliqei que a informação da net me tinha induzido em erro e que na verdade não precisava de uma consulta apenas precisava que um médico, o dr. Abel ou outro, do CSC me passasse as credenciais, hoje, pois amanhã termina o prazo para as fazer. Obviamente aquela gente não tem ideia do que é trabalhar numa empresa... se eu tivesse conseguido ir uma semana antes teria ido. Só depois de voltarmos a pedir o livro de reclamações a situação começou a ver contornos de solução. Deparamo-nos no entanto com várias pessoas que respondendo guiões e frases feitas não têm um pingo de respeito pelo contribuinte, muito menos por uma mulher grávida. Desde que estou grávida não consegui tratar de nada ali sem ter de pedir o livro de reclamações, sem me encher de nervos, sem me sentir uma freak por pedir coisas que as outras mulheres não pedem, mas que todas temos direito. É óbvio que o sistema está feito para que pessoas como eu não usufruam dos seus direitos. Se tivesse sido seguida ali, muito provavelmente o meu despedimento já estaria a ser considerado. Ficam algumas perguntas: Quantas crianças com mal-formações vão ter de nascer no conselho de Cascais, sem que a mãe tenha a oportunidade de decidir ou considerar as opções? Uma grávida, quantos dias tem de faltar ao trabalho e sofrer as retaliações da empresa, porque os serviços não funcionam? Porque razão as ecografias feitas através do estado demoram 10 minutos e as feitas particularmente demoram uma hora? Quanto tempo mais vamos descontar para um estado que não cuida de nós?

segunda-feira

Hoje sinto-me assim


Gratidão

Tive a sorte de amanhecer no sopé do Kilimanjaro (quando tinha mais neve do que tem agora). Tive a sorte de me casar com o homem certo; Tive a sorte de ver ao vivo as twin towers, quando elas ainda lá estavam; Tive a sorte de ter sentido o chão a tremer por estar demasiado perto de uma manada de elefantes a correr; Tive a sorte de ter falado (ainda que fosse ao telefone) com Tyler Brule, ex-director da revista wallpaper, que ainda por cima elogiou o meu trabalho; Tive a sorte de conhecer o Paulo Condessa e que ele me ensinasse a libertar a escrita; Tive a sorte de gostar de ler; Tive a sorte de comprar, lá, The biggest edition da vogue USA, em 1991... e de ainda a ter; Tenho a sorte de ter ideias a toda a hora, inclusive às vezes, durante a noite as ideias despertam-me; Tive a sorte de começar a ser espectadora de passagens de modelos tinha apenas 10 anos de idade... o que desenvolveu muito o meu sentido estético; Tenho a sorte de ter sardas. Tive a sorte de viajar com a Daniela Coutinho, uma das mulheres mais bonitas que habita este planeta (onde é que andas?). Tive a sorte de ver em cena “O que diz Molero”, do Dinis Machado e depois ter podido encontrar o livro; Tenho a sorte de ter uma intuição aguçadíssima. Tenho a sorte de ser amiga da Renata Pinto, de longe a melhor profissional na sua área (assessoria de comunicação). Tenho a sorte de chorar com facilidade. Tive a sorte de ver ao vivo os peixes papagaio e os peixes imperador, que coloriam as praias de Bonaire. Tive a sorte de assistir a uma tempestade sem aviso na Florida, tão inesperada que nos deixou de tornozelos alagados em poucos minutos. Tive a sorte de conhecer os MGM studios. De percorrer Barcelona toda a pé. Tive a sorte de não ter tido desgostos de amor. Tive a sorte de ter sido aluna do Fernando Poeiras, do Machuco Rosa, do António Pinto Ribeiro, do Pedro Alvim (que nos deixou órfãos quando partiu), do Luís Filipe Teixeira. Tive a sorte de sair viva de um tiroteio, numa festa de rua em Salvador. Tive sempre tanta sorte... e tenho.

É por tudo isto que, de cada vez que dou comigo a praguejar com esta vida, devia lembrar-me de estar grata com esta a mesma vida, que me proporcionou e proporciona tudo isto.

Hoje sinto-me assim...


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