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sexta-feira

A Tia Guida




A Tia Guida é uma daquelas pessoas que povou a infância do nosso grupo de amigas. Vizinha da Cristina e da Joana, deu uma mãozinha aqui e ali na educação das crianças que viviam naquela escada. Hoje faz parte da família e foi com um agrado enorme que a reencontrei no nosso almoço de Natal, que foi em casa da Cri, acabadinha de chegar do Luxemburgo.

Não pude deixar de fotografar a artista junto da sua obra. A salada fria!

Há pessoas que são família e outras que nós escolhemos que façam parte dela. A Cristina escolheu, e bem, a Tia Guida.

Novos colares






Estes ainda fazem parte da freaky series, que se vendeu como cerejas.

A melhor altura para trabalhar






é esta, a semana entre o Natal e a passagem do ano. A maioria das pessoas está de férias, as pessoas estão felizes, ou mais ou menos, não há muito transito, e os assuntos tem a desculpa de poderem ficar pendentes...

Foi neste ambiente mais calmo que consegui ir almoçar com a minha amiga Rita que me levou a um restaurante vegetariano que eu ainda não conhecia... o Terra, na rua da Palmeira, 15, no Principe Real.

TUDO BOM!

BOM ANO

sábado

O Natal

Eu sempre amei o Natal e este ano não foi excepção, mas estou feliz porque já passou. A minha filha passou toda a quadra doente e continua a vomitar tudo o que come. Entre telefonemas ao pediatra, idas à farmácia, sermões da minha sogra, viagens de trabalho e uma tosse que não me abandona, passou-se mais um aniversário do Jesus. Não consegui comprar prendas para todos. Na verdade fiz as compras num intervalo para o almoço. Não me vesti a rigor. Não mandei postais. Não visitei a minha amiga Rita. Não fomos à Festa da parte da família Fonseca.
Estou realmente sem forças e sinto-me muito doente.

sexta-feira

Clutch para ir rápido às compras...








Feitas em tecido guatemalteco... só levam mesmo o cartão de crédito, o telemóvel e as chaves do carro. Têm uma trancinha multicolor para levar à "tira colo".

quarta-feira

Mais colares novos









As minhas amigas perderam a cabeça e compraram quase tudo o que havia. Agora estes novos e já com pedidos para algumas lojas. Vou criar um directório na frame aqui da esquerda, com as moradas onde podem encontrar as minhas criações, estas e outras.

Aqui fica o Ganesh Pudding que ruma para angola já esta semana, juntinho com o Egiptian trip. Mas ainda há camelos, elefantes e galinhas... não se preocupem!
Ainda estão disponíveis os Chinese Garden e o Buda Pudding.

segunda-feira

Os cartões voodoo


Janelas a poente


O bom de ter uma casa com janelas a poente é que uma tarde de chuva, às vezes, pode tornar-se numa tarde de mil sóis.

A minha filha...


viu o seu primeiro arco-íris.

Lisboa









Lisboa, não se vê... Lisboa sente-se... no banquinho do engraxador de sapatos, que desfia lamentos de saudade enquanto nos abrilhanta os pés ou, nos milhares de pombos a correr, em bando, atrás dos turistas incautos; cheira-se com a sardinha assada pelas ruas do bairro de Alfama; ouve-se no apitar dos eléctricos a pontuarem de amarelo as ruas mais tortuosas, produzindo faíscas ao passar; saboreia-se nos sossegados jardins de Belém onde, num qualquer banco de madeira, nos recostamos para queimar a língua com os pastéis acabados de fazer.

Situada entre sete colinas e na margem norte do rio Tejo, Lisboa tem uma luz especial, reflectida em cada pedra da calçada. Esta cidade tem os taxistas mais ousados e velozes da Europa, com os seus inconfundíveis e ameaçadores bigodes; tem uma dinâmica de divertimento nocturno muito alternativa no Bairro Alto, onde os copos são bebidos nas ruas até de madrugada; Tem lojas centenárias, com logistas, igualmente centenários que ainda nos tratam por “fregueses”.

O cheiro da salga da rua do arsenal, eu diria, quase tão típico como o das febras fritas, engaioladas na carcaça e coladas às montras na praça do Chile. O cheiro da napa dos táxis velhos, mil vezes ressequida pelo sol até à greta, soltando pós de esponja, tão típico como o de óleo de cedro que exala dos antiquários da rua de são bento.

Ninguém conhece uma cidade verdadeiramente até essa cidade ter mudado a vida de quem a visita. As cidades são como as mulheres, tocam-nos profundamente, fazem-nos pensar na vida, depois de interrogações incómodas e levam com elas, à nossa partida, tudo o que temos, deixando-nos apenas com a lembrança do que fomos junto delas. É preciso perder tempo com elas, perscrutá-las com paciência e sobretudo concordar com elas em tudo.

Nenhum viajante conhece uma cidade se não cheirou os seus cabelos, se não se deixou ficar horas numa esquina, apenas para ver passar e se não deixou as suas dedadas (ou até mesmo a marca gordurosa do nariz) nas montras. Não conhece a cidade aquele que não ouviu os seus murmúrios de noite, e as lamentações no autocarro e estórias de banco de jardim.
Lisboa não se vê... sente-se.

sexta-feira

Os livros




Queira Deus que o interesse dela pelos livros assim se mantenha. Ela adora-os, folheia-os, palrra com eles e esfrega os seus cantos nas gengivas, numa tentativa desesperada de fazer sair os dentes presos. Gosta deles mais para o maneirinho, fáceis de pegar, mas não é esquisita quanto ao conteúdo, pode ser um Mario Vargas Llosa, um Hugo Gonçalves ou Eckart Tolle.

No caso do segundo é especialmente engraçado porque a contra-capa do livro é ocupada por uma fotografia gigante do autor, e eu espatifo-me a rir ao ver a minha filha a babar-se e a tentar lamber a cara de uma das minhas primeiras paixões na vida. Era eu uma miúda de farda do colégio Luisa Sigea, óculos e aparelho nos dentes, ele o maior gozão de que há memória na história dos Salesianos.

E eu que o achava tão giro e tão convencido, nunca imaginaria que o futuro dele passaria, 20 anos mais tarde, por autorias do dito espalhadas pela minha sala.

A escrita parece-me ser-lhe automática, disparada, como uma máquina fotográfica em modo contínuo a captar cenas, das quais ele, depois, muito habilmente, escolhe as melhores. Seco, quase jornalístico - talvez porque também o é -, uma frase, uma ideia, mas contundente. Não nos deixa respirar. É difícil acompanhá-lo, porque ele escreve imagens e isso obriga-nos a ir ver.

Eu sugiro especialmente o segundo livro, onde ele ousou pensar um mundo sem mulheres. "O coração dos homens", Oficina do livro.

segunda-feira

quinta-feira

As super-mulheres

Anda por aí em todo o lado um tipo de mulheres: as super-mulheres. São aquelas que estão no metro logo pela manhãzinha, a subir e a descer escadas com um filho ao colo, os dois todos encasacados. Nestas super-mulheres não pensou o arquitecto de renome que desenhou a estação e, colocou os elevadores e as escadas rolantes no lado menos lógico do apeadeiro. Na mesma estação encontro outra super-mulher, na qual o arquitecto de renome também não pensou. Ela é uma senhora de uns 60 anos e carrega pelo menos uns 5 sacos de compras de supermercado em cada mão. Antes, no comboio tinha já visto outra super-mulher, ela era universitária e não tinha mais de 20 anitos. Ela aproveitava o embalar do rápido para estudar os quilos de fotocópias de biologia molecular. E depois atendeu o telemóvel e, baixinho, confirmou à sua avó que passava lá, pelas 13 horas, depois das aulas, para a levantar da cama e dar-lhe o almoço.
Super-mulheres são também as minhas amigas Beta e Papi que, apesar do estado deste mundo, aceitam sem hesitar a felicidade que lhes cresce na barriga.
Super-mulher é a minha amiga Cristina, que pelo bem da família, mudou de país e, embora seja a pessoa mais solar que eu conheço, me garante que o clima cerrado, cinzento e frio do Luxemburgo "não é assim tão mau".
Super-mulher é a minha amiga Rita, que mesmo depois da doença lhe ter acabado de roubar uma parte, ela arranja forças para me dar almoço, não sem antes se aventurar a um banho, ajudada pela mãe, que me parece mais devastada do que ela, com o que sucedeu.
A mulher é feita para ser uma cuidadora. É essa a sua condição e essência.
A todas estas super-mulheres e, porque elas merecem, peço um grande aplauso, de pé!

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