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quarta-feira

o desafio chamado etsy












O Etsy é o lugar web do momento. Aqui podemos encontrar tudo handmaid, tudo original, mais globalizado é impossivel. Os preços nem sempre são democráticos, mas vá lá.

Eu entrei no comboio, a medo, e ao fim de dois dias tinha duas vendas feitas. O engraçado no Etsy é que os items que são escolhidos para a página inicial (e portanto com mais potencial de venda) dependem da imagem/foto. Quanto mais artistica e bonita estiver abordada a peça, mais possibilidades tem de ser escolhida.
Assim este fim-de-semana foi passado, junto à janela para ter luz natural, a fotografar todo o meu material, das formas mais incríveis e criativas. Ainda não tive tempo de colocar lá tudo, mas modéstia à parte, estou a ficar uma fotografa melhor.

(de qualquer das formas dentro de dias vão estar disponiveis na loja)

domingo

A tareia e a maquilhagem milagrosa

Não, não vou falar de violência doméstica, podem respirar fundo.

Mas a semana de trabalho que passou foi para mim uma tareia. Fizemos as negociações do plano de publicidade com as televisões e com a imprensa, tivemos gravações na TVI, entrevistas da Isabel Figueira, umas atrás das outras, jantares com o meu director espanhol. Também fiquei a saber que a crise não vai poupar o meu braço direito e em 2009 estarei de novo sozinha no meu gabinete.

Também esta semana fui convidada para fazer parte de um projecto ao qual estive muitos anos associada, para logo ir tudo abaixo, porque há pessoas que com mais de 40 anos, ainda são muito criancinhas e com uma auto-estima no chão. Não há coisa pior que uma mulher com baixa auto-estima... são perigosissímas.

Esta semana dormi menos de 3 horas por noite, fiquei com o corpo dorido de tanto correr em saltos altos e com o cérebro feito em água. Ando há demasiado tempo em "piloto automático", às vezes sinto que vou cair redonda no chão e acordar, exausta, num hospital qualquer.

Mas há minha volta ninguém repara, dizem-me sempre que eu estou com óptima cara, sem o mínimo sinal de cansaço.

Isto tudo para vos recomendar, às senhoras, amigas que aqui vêem, a maquilhagem milagrosa que será a responsável pelo meu colapso, sem que ninguém se aperceba: Anticerne YSL-02, pó compacto Givenchy, 12 Mat expresso, baton labelo classic.

sábado

As minhas musas

Para além da amiga Isabel Figueira que usa as minhas criações e aceitou ser imagem da Voodoo e Patine, a troco de muito mimos e dos brincos gigantes que ela usa no top+, aqui fica a minha musa vintage.

quarta-feira

Promessas de ano novo

Este Ano vou continuar a ser a melhor mãe do mundo, a que se esforça para dar o que pode, a que arranja forças para trabalhar depois de uma noite em branco, a que vai conseguir fazer umas poupanças para a pequenita, a que a vai mimar e acarinhar com todo o coração.
Este ano vou fazer negócios. Vou potenciar o andamento da Voodoo e Patine em todas as frentes. E vou avançar para outro tipo de criações. Vou apostar que as minhas amigas me ajudam a divulgar as minhas criações e levar este encantamento a bom porto.
Este ano vou ser melhor profissional, vou ser mais organizada, mais pontual, ainda mais pro-activa e criativa. E não tenho desculpa, que agora tenho lá a Maria e duas podemos fazer muito mais.
Este ano vou cuidar mais de mim, vou tomar os suplementos alimentares todos (o ferro, o magnésio e o giseng), levar à risca os meus tratamentos e massagens, vou perder os 6 quilos que faltam e comer mais vezes ao dia. Também vou comer mais fruta e beber mais água.
Este ano vou conseguir levar a Fiona à rua duas vezes por dia. E levá-la à praia mais vezes.
Este ano vou terminar algumas obras em casa. Vou ter uma salamandra, a divisória sala/cozinha, um sofá novo, terminar de pintar um céu no quarto da Cat...
Este ano vou ser uma mulher mais compreensiva com o meu marido, mas vou exigir em igual proporção.
Este ano vou passar férias uns dias sozinha, de telemóvel desligado, algures em nenhures. Eu, um livro e uns copos de vinho tinto.
Este ano vou dar muito uso à minha máquina de coser.
Este ano vou escrever mais, rehabilitar alguns projectos editoriais que ficaram na gaveta, talvez este seja o ano de os fazer publicar.
Este ano vou ser uma amiga melhor, não posso demorar tanto tempo a devolver uma chamada e tenho de estar mais disponível.
Este ano vou fazer muitas iniciações de Reiki e ajudar a minha amiga Marta.
Com tudo isto posso concluir que em 2009 vou dormir muito menos.

sexta-feira

Ainda Lisboa


Há muito que não andava de carro em Lisboa. De um modo geral ando de metro. Mas aproveitei esta altura em que a A5 fica livre e fui para o trabalho de carro, alguns dias.

E Lisboa é assim, lá vamos nós a ser cuidadosas ao volante e de repente temos de parar, sacar o telemóvel da mala rapidamente e captar a imagem, depois voltar a meter primeira e ignorar as buzinadelas.

A Tia Guida




A Tia Guida é uma daquelas pessoas que povou a infância do nosso grupo de amigas. Vizinha da Cristina e da Joana, deu uma mãozinha aqui e ali na educação das crianças que viviam naquela escada. Hoje faz parte da família e foi com um agrado enorme que a reencontrei no nosso almoço de Natal, que foi em casa da Cri, acabadinha de chegar do Luxemburgo.

Não pude deixar de fotografar a artista junto da sua obra. A salada fria!

Há pessoas que são família e outras que nós escolhemos que façam parte dela. A Cristina escolheu, e bem, a Tia Guida.

Novos colares






Estes ainda fazem parte da freaky series, que se vendeu como cerejas.

A melhor altura para trabalhar






é esta, a semana entre o Natal e a passagem do ano. A maioria das pessoas está de férias, as pessoas estão felizes, ou mais ou menos, não há muito transito, e os assuntos tem a desculpa de poderem ficar pendentes...

Foi neste ambiente mais calmo que consegui ir almoçar com a minha amiga Rita que me levou a um restaurante vegetariano que eu ainda não conhecia... o Terra, na rua da Palmeira, 15, no Principe Real.

TUDO BOM!

BOM ANO

sábado

O Natal

Eu sempre amei o Natal e este ano não foi excepção, mas estou feliz porque já passou. A minha filha passou toda a quadra doente e continua a vomitar tudo o que come. Entre telefonemas ao pediatra, idas à farmácia, sermões da minha sogra, viagens de trabalho e uma tosse que não me abandona, passou-se mais um aniversário do Jesus. Não consegui comprar prendas para todos. Na verdade fiz as compras num intervalo para o almoço. Não me vesti a rigor. Não mandei postais. Não visitei a minha amiga Rita. Não fomos à Festa da parte da família Fonseca.
Estou realmente sem forças e sinto-me muito doente.

sexta-feira

Clutch para ir rápido às compras...








Feitas em tecido guatemalteco... só levam mesmo o cartão de crédito, o telemóvel e as chaves do carro. Têm uma trancinha multicolor para levar à "tira colo".

quarta-feira

Mais colares novos









As minhas amigas perderam a cabeça e compraram quase tudo o que havia. Agora estes novos e já com pedidos para algumas lojas. Vou criar um directório na frame aqui da esquerda, com as moradas onde podem encontrar as minhas criações, estas e outras.

Aqui fica o Ganesh Pudding que ruma para angola já esta semana, juntinho com o Egiptian trip. Mas ainda há camelos, elefantes e galinhas... não se preocupem!
Ainda estão disponíveis os Chinese Garden e o Buda Pudding.

segunda-feira

Os cartões voodoo


Janelas a poente


O bom de ter uma casa com janelas a poente é que uma tarde de chuva, às vezes, pode tornar-se numa tarde de mil sóis.

A minha filha...


viu o seu primeiro arco-íris.

Lisboa









Lisboa, não se vê... Lisboa sente-se... no banquinho do engraxador de sapatos, que desfia lamentos de saudade enquanto nos abrilhanta os pés ou, nos milhares de pombos a correr, em bando, atrás dos turistas incautos; cheira-se com a sardinha assada pelas ruas do bairro de Alfama; ouve-se no apitar dos eléctricos a pontuarem de amarelo as ruas mais tortuosas, produzindo faíscas ao passar; saboreia-se nos sossegados jardins de Belém onde, num qualquer banco de madeira, nos recostamos para queimar a língua com os pastéis acabados de fazer.

Situada entre sete colinas e na margem norte do rio Tejo, Lisboa tem uma luz especial, reflectida em cada pedra da calçada. Esta cidade tem os taxistas mais ousados e velozes da Europa, com os seus inconfundíveis e ameaçadores bigodes; tem uma dinâmica de divertimento nocturno muito alternativa no Bairro Alto, onde os copos são bebidos nas ruas até de madrugada; Tem lojas centenárias, com logistas, igualmente centenários que ainda nos tratam por “fregueses”.

O cheiro da salga da rua do arsenal, eu diria, quase tão típico como o das febras fritas, engaioladas na carcaça e coladas às montras na praça do Chile. O cheiro da napa dos táxis velhos, mil vezes ressequida pelo sol até à greta, soltando pós de esponja, tão típico como o de óleo de cedro que exala dos antiquários da rua de são bento.

Ninguém conhece uma cidade verdadeiramente até essa cidade ter mudado a vida de quem a visita. As cidades são como as mulheres, tocam-nos profundamente, fazem-nos pensar na vida, depois de interrogações incómodas e levam com elas, à nossa partida, tudo o que temos, deixando-nos apenas com a lembrança do que fomos junto delas. É preciso perder tempo com elas, perscrutá-las com paciência e sobretudo concordar com elas em tudo.

Nenhum viajante conhece uma cidade se não cheirou os seus cabelos, se não se deixou ficar horas numa esquina, apenas para ver passar e se não deixou as suas dedadas (ou até mesmo a marca gordurosa do nariz) nas montras. Não conhece a cidade aquele que não ouviu os seus murmúrios de noite, e as lamentações no autocarro e estórias de banco de jardim.
Lisboa não se vê... sente-se.

sexta-feira

Os livros




Queira Deus que o interesse dela pelos livros assim se mantenha. Ela adora-os, folheia-os, palrra com eles e esfrega os seus cantos nas gengivas, numa tentativa desesperada de fazer sair os dentes presos. Gosta deles mais para o maneirinho, fáceis de pegar, mas não é esquisita quanto ao conteúdo, pode ser um Mario Vargas Llosa, um Hugo Gonçalves ou Eckart Tolle.

No caso do segundo é especialmente engraçado porque a contra-capa do livro é ocupada por uma fotografia gigante do autor, e eu espatifo-me a rir ao ver a minha filha a babar-se e a tentar lamber a cara de uma das minhas primeiras paixões na vida. Era eu uma miúda de farda do colégio Luisa Sigea, óculos e aparelho nos dentes, ele o maior gozão de que há memória na história dos Salesianos.

E eu que o achava tão giro e tão convencido, nunca imaginaria que o futuro dele passaria, 20 anos mais tarde, por autorias do dito espalhadas pela minha sala.

A escrita parece-me ser-lhe automática, disparada, como uma máquina fotográfica em modo contínuo a captar cenas, das quais ele, depois, muito habilmente, escolhe as melhores. Seco, quase jornalístico - talvez porque também o é -, uma frase, uma ideia, mas contundente. Não nos deixa respirar. É difícil acompanhá-lo, porque ele escreve imagens e isso obriga-nos a ir ver.

Eu sugiro especialmente o segundo livro, onde ele ousou pensar um mundo sem mulheres. "O coração dos homens", Oficina do livro.

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