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terça-feira

Antes de começar uma campanha publicitária

há mesmo uma coisa importantíssima a definir - para quem é que estamos a falar! Não sabiam? Ui. E o senhor toma decisões de MKT?! Daquelas que custam muitos milhares?!
I'm so sorry to bring this up...

Recebi este mail e não posso deixar de o partilhar até porque é referente a uma clínica "supostamente" concorrente à minha, o que lhe dá ainda mais graça. Reza assim:
"Todos os dias ao sair de casa dou de caras com um anúncio que me deixa logo mal disposta até aí às três da tarde. É da clínica P------- e temesta a brilhante tirada publicitária: 'os homens não gostam de celulite'.
É que, de facto, era este o argumento que me faltava para eu pôr fim à celulite que se instalou no meu rabo sem qualquer espécie de permissão. Eu até gosto de ter celulite, adoro! Faço os possíveis por ter sempre mais e mais... ah, mas espera lá, se os homens não gostam, então eu vou já pagar um tratamento de 3.000 euros na P------ para ficar sem celulite!!
A sério, senhores que fizeram esta campanha, acham mesmo que este tipo de terror psicológico barato faz efeito numa mulher??? Se o anúncio dissesse 'mulheres com celulite não entram na Zara', aí sim, era ver-me a correr para a P-------, primeiras, primeiras! Agora, 'vejam lá se tratam disso que os homens não gostam', temos pena, mas não pega!
Se formos a ver, também há muita coisa que as gajas não gostam, e nem por isso espalhamos outdoors gigantescos pela cidade. Sim, porque senão já estou a imaginar os possíveis anúncios:

ELAS não gostam de pilas pequenas;
ELAS não gostam de pêlos a mais;
Elas não gostam de bufas à mesa, ou em qualquer outro lugar que não seja no wc.
ELAS não gostam do resultado de 'campeonato nacional+liga dos campeões+taça uefa+taça de Portugal';
ELAS não gostam (nem acham sexy) as barrigas de cerveja;

ELAS não gostam que cocem os "coisos" (muito menos em público);
ELAS não gostam de tampas da sanita levantadas;
ELAS não gostam que cortem as unhas dos pés em cima da mesa da sala;
ELAS não gostam de mãozinhas sapudas (e pouco hábeis);
ELAS não gostam das amigas deles e das ex-namoradas, essas, nem falar;
ELAS não gostam de slips nem de boxers com ursinhos;
ELAS não gostam de atrasados emocionais;"

E acaba assim:
"Então deixem lá mas é a nossa celulitezinha sossegada e não nos obriguem a andar com uma régua na mala!Tenho dito."

sábado

A importância da Vogue na vida de uma...



Criança. Como é que é possível que este pirralho que ainda nem 2 anos tem, folheie a Vogue tecendo comentários na língua dela, como se fosse uma verdadeira entendida? O pior é que isto não é de agora. A primeira vez que a apanhei com a mão na massa tinha ela uns 9 meses.

Eu viciada confesso-me


que não resisto a um par de meias Burlington até ao joelho. Qualquer cor. Tenho tantos pares que nem é possível quantificar e, se alguma vez não souberem o que oferecer-me... um exemplar destes calha sempre bem.

Sei perfeitamente porque tenho esta pancada tão grande. Na minha infância, passei muitos anos (10) num colégio no estoril onde a farda era obrigatória e a única excepção que nos permitia alguma cor para além do cinza e azul escuro eram as meias. A única condição em relação às meias era que tinham de ser até ao joelho... tudo o resto estava omisso. Foi assim que nasceu este meu vício.

São confortáveis, duram décadas e nunca saiem de moda.
A própria Catarina também já tem uma gaveta cheia delas.

quarta-feira

Vêem por que é que não posso ficar em casa...








Bolo de alfarroba e doce de abóbora com nozes roubado (pela "piquena") ao monte de prendas para dar às tias velhotas da família Fonseca.

Hospital Conde Castro Guimarães - vulgo Hospital de Cascais



É sabido que este hospital é a vergonha do concelho. Mas não temos alternativa. Por agravamento dos meus sintomas, na segunda-feira passada, e depois de ligar a linha saúde 24, mandaram-me para o hospital de máscara. Estive lá das 20.00 às 02.30 para ser atendida por uma médica que estava com muito pouca paciência, não deixou sequer termómetro apitar e oscultou-me sem cuidado. Só se pôs em sentido quando eu lhe respondi à pergunta feita - qual era a minha profissão: "No sector médico e o meu trabalho é falar com jornalistas, todos os dias." - aí endireitou-se e passou-me três dias em casa.

A tosse continua a piorar, e eu a trabalhar em casa... talvez nem devesse ter lá ido. Aliás é a conclusão a que eu chego de cada vez que saio a porta daquele sitio.
Na ala dos isolados, o desespero era tanto que muitos apoderaram-se dos bancos corridos e dormiram mesmo ali. Os dois da fotografia chegaram muito antes de mim.

Mal posso esperar pela maior promessa eleitoral do Senhor Capucho.

quarta-feira

Notes in my litle black book

Recolher toda a informação possível sobre artistas ibéricos que trabalham com a Frida Kahlo como inspiração, para escrever o meu primeiro artigo em inglês para a fanzine da Crafthaholic.
Lista de compras: iogurtes, leite, fruta, legumes, pão - mandar entregar em casa!
Fazer as compras de natal.
Há vida para além do mau tempo.
Saber esperar.
Apontar dia 15 de março 2010, na agenda - dia importante.
Jantar hoje - 21 horas Gordinni - com as amigas pijama.

sábado

Reparar aí em cima

Estou tão orgulhosa do logotipo da Voodoo e Patine. Sobretudo ele representa uma vontade muito grande desta máquina mexer. É da autoria da arquitecta Carolina Martins. Ela percebeu desde o primeiro momento o que eu queria, sugeriu aprimoramentos, mas dando sempre liberdade ao seu cliente (me) para explicar as suas razões. Na verdade acho que é a primeira arquitecta, que conheço, com vontade de chegar a um consenso e não impor só e apenas as suas ideias.

quarta-feira

há já alguns meses

... que não chegava tão tarde a casa, por diversão.
ainda estou a recuperar do "sumo de laranja" e completamente afónica.





Foi uma verdadeira noite chicas corpo!

segunda-feira

Post assumidamente presumido

Hoje durante a noite, na minha quinta virtual, o sr. Lauro António (o próprio) adubou as couves e espantou os corvos. Ainda não recuperei de tamanha e ufana vaidade. Só me tinha acontecido uma coisa similar uma vez em que o Luís Osório disse, depois de uma conferência na Ler Devagar, que eu era a mulher mais bonita que ele já tinha visto na vida- embora eu preferisse que ele tivesse tido a delicadeza de ver para além disso.

Mentira, já aconteceu outra vez e essa sim foi memorável. Na universidade o meu professor de atelier de escrita, Pedro Trindade, entregou-me a nota com uma coisa escrita: "Se não decidir ser escritora, qual será o futuro de Vanessa?"

Ele já não está entre nós, mas estou certa de que se estivesse seria seguidor deste blog.

Pronto, agora prometo que volto à modéstia.

terça-feira

Balanço da semana passada









Sobrevivi a mais uma viagem de trabalho; Sobrevivi a 4 aterragens e 4 descolagens da Ibéria; Sobrevivi à presunção do presunto spanish (reparar bem na  tradução da foto: de ibérico a espanhol em duas linhas - resume toda a viagem!); Sobrevivi à reunião com o presidente. Sobrevivi à tentação das perfumarias e livrarias de aeroporto. Para acabar a semana em beleza, sobrevivi ao concerto dos D.A.D.. E sobrevivi a mim mesma, já não sei como aturar-me e não faço a mínima ideia como é que o meu marido o faz.

Mais novidades na loja





Itenerário

Quero viver aqui


O meu maior orgulho



Fizeste-me engordar para lá de 20 quilos, deste-me a forma de uma bola e arruinaste-me as finanças. Arrancas-me do sono sem piedade, desorganizas-me todos os planos e testas constantemente a minha paciência.

Mas és o meu maior orgulho. Ver-te assim sentadinha à mesa, como os grandes, a tentar fazer coisas de grandes.

És o meu maior orgulho quando vais pela casa a andar, delgadinha, com o rabito-a-dar-a-dar. Quando pões os meus óculos escuros, o baldinho na mão, como se fosse uma LV e, altiva dizes adeus.

Quando cospes a sopa que tem carne e me lembras que és um cristal que não gosta nem quer gostar de certas coisas.
Quando vais buscar os teus livros ou os meus livros e os trazes para lermos, juntas, no nosso momento.
Quando choras de impaciência porque queres ir para a escola.
E quando corres direito a mim, espavorida e feliz, quando te vou lá buscar.



O meu peito é pequeno para tanto, tanto que eu sinto por ti.
Como é que faço para não morrer de amor?

O Outono




Chegou ao meu bonsai. No mesmo dia em que oficialmente começou a chover e que eu fiquei em casa com a Cat, as duas com febre.

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