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terça-feira

Solísticio de verão: o dia mais longo

Recomecei a trabalhar no dia em que se marca o solistício de Verão e o dia mais longo. Daqui só podem vir coisas boas. O dia foi realmente longo: saí de casa cedo, voltei tarde, mas não custou nada, passou a correr. O caminho para casa foi sem trânsito, muita luz e um super entusiasmo. Estou feliz!

sábado

Quero estar onde estiver a minha sombra, se lá estiverem os teus olhos


"Olharei a tua sombra se não quiseres que te olhe a ti.
Quero estar onde estiver a minha sombra, se lá estiverem os teus olhos."
Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo

Esta foi a frase que Pilar del Rio levou gravada no vestido para acompanhar o marido a receber o prémio Nobel. Um grande amor.
 
Tive a sorte de ter estado na presença dele, no Centre de Cultura Contemporània de Barcelona. No anfi-teatro não cabia mais ninguém e emprurrada pela massa de gente (os espanhóis mobilizam-se como ninguém) fui parar-lhe aos pés, mesmo em frente. Podia tocar-lhe. Este é o tipo de devoção que ele nunca aprovaria.
 
Adeus mestre.

quinta-feira

Adeus CD

E ontem foi também o jantar de despedida da CD. Eu costumava dizer, para me armar em tuff, que ia para os sitios para trabalhar e não para fazer amigos, mas a verdade é que por onde quer que passo ficam laços que perduram. Foi assim em todos os sitios e a CD não foi excepção.
Entre o meu cirurgião, Dr. Fernando Exposto e a minha directora geral, Paula Campino, em frente à minha chefe de operações, Sofia Castelo, senti-me em casa. Ao todo eramos 40 amigos e até uma bebé de 3 meses, que a minha querida Íris não quis perder o momento.  Vou feliz e comovida, foi um privilégio trabalhar com todos vocês.

O Sexo e a Cidade 2


Foi uma emoção! Já não ia à matiné de cinema há uns largos anos e foi uma super tarde. Almocei com a minha querida Maria, que me fez um delicioso bimbi-almoço e depois lá fomos as duas ver as fabulosas 4. Com direito a pipocas e intervalo e tudo!
Quero todos os modelitos e sandaletes do filme, em especial o vestido "one sholder" rosa pálido e o cor de laranja de folhos plissados. E também o que ela levou para ir jantar com o Aiden (que aliás está uma brasa). Ah, e também quero o mordomo sempre às ordens.

Nota dream on baby: Eu sou uma excelente RP, senhores xeiques, fax favor de conceder uma viagem para mim e para as amigas.
Nota it's so true: Como é que as mães trabalhadoras que não têm ajuda fazem?
Nota get real: Realmente só nos filmes é que recebemos uma jóia por termos cometido um disparate.

terça-feira

Lá vai Lisboa





Tendo em conta o tempo que esteve hoje, não foi o melhor dia para ir fotografar os estendais de Lisboa. Aliás só apanhei um. Mas pude comprovar que a minha cidade querida já está pronta para a festa.

quinta-feira

2 anos


Há 20 dias atrás a minha filha fez 2 anos. Foi uma festa organizada em menos de três horas e por pouco não acontecia, se a minha amiga Sofia não me tivesse ajudado e dado dicas preciosas. Teve direito a tudo: triciclo, bolo da Kitty, muitos amiguinhos e cupcakes. Quando saiu o último convidado eu estava mais exausta do que se tivesse estado numa rave de três dias.

Nunca pensei que dois anos pudssem conter tanta magia. Ela é uma deliciosa guloseima que me aconteceu. Passa os dias a cantar o "Oh malhão, malhão!", a pedir histórias e já faz frases com sentido. É tão meiga e calma, e faz olhinhos ao pai quando quer muito alguma coisa que eu não autorizei. Á noite assusta-nos/-se quando aparece surrateira no nosso quarto... e enfia-se na cama, entre os dois...e me empurra para fora.

Estamos tão ligadas que durante o dia, quando não está ao pé de mim, podia jurar que a oiço.

E agora entra a música dos Placebo: Without You I'm Nothing.

sexta-feira

terça-feira

As frases que não podes dizer a...

Empregada doméstica – Estás sempre armada em gata borralheira.
Taxista – Já pensou em comprar um GPS?
Ao marido – Na verdade a dor de cabeça é apenas uma desculpa.
À amiga – Estás verdadeiro um pote!
Ao artista plástico – Qual é mesmo a sua profissão?
A um espanhol – Por favor, nas reuniões em inglês deixa-me ser eu a falar.
À massagista do SPA – Também fazes unhas?
A um médico – Tem a certeza que essa é a melhor técnica?
Ao porteiro da discoteca – Também não gosto dos teus sapatos.
À decoradora - Que horror. O que é que lhe passou pela cabeça?
À empregada da Hermés – Gritar e acenar com o Mastercard: “Abre-me a porta da loja, porra!”
A um DJ – Amigo, isto está a morrer, podes passar kizomba?

segunda-feira

O Admirável Mundo Novo


A geração dos 30s e as anteriores deviam pedir uma indeminização por danos mentais. Somos potenciais psicopatas por termos sido expostos a demasiada mudança em tão pouco tempo. Senão vejamos: Vivemos um boa parte da nossa vida a pagar com outra moeda, procurando informação nas enciclopédias e dicionários, escreviamos em diários de papel. Quando queriamos ligar a alguém e não estavamos em casa a solução era a cabine. Crescemos a ouvir música, mas cheios de cuidados para não riscar o vinil. Esfolávamos os joelhos a jogar à apanhada, cuspiamos na ferida, limpavamos a terra com punho da kispo e continuavamos a correr.

Não tinhamos euros, multibanco, telemóveis ou internet. Não tinhamos o google, os mp4, a wikipedia ou consolas.

Esta situação ocorreu-me hoje: depois de meses, ver a criança fixada nos nossos álbuns de família, a apontar a mamã, o papá, o titio, a vovó e o cão... e eis que pergunta indignada, encolhendo os ombros e abrindo as mãos: "a Teté ontá?" (a bebé, onde está?). Arrepiei-me e pensei: quando é que fiz o último back up das minhas pastas pessoais? As fotos dela... as fotos dela estão num local virtual, sob uma lei binária de 0s e 1s, que eu não controlo.

E só mais outra coisinha: que me levem o escudo, o walkie talkie ou descontinuem a farinha Pensal eu até aceito, o que não aceito é que venham agora pedir-me para escrever a minha língua sem cês e pês ocultos. Isso é que não. Aqui vai continuar a escrever-se num português que amanhã será obsoleto.

quarta-feira

Não resisti


a copiar a rúbrica da Bomba Inteligente, quando vi esta foto.
Foi magia e hoje acordei assim... estou a falar a sério.

terça-feira

Das amigas

Tenho um grupo restrito de amigas que me acompanham há anos e que eu escolhi como parte da minha “família”. Nos meus álbuns aquelas 4 estão sempre lá, ilustrando os momentos mais importantes da minha vida.
Já outras amigas chateiam-me amiúde.


Por exemplo, tenho uma que não sendo empregada por conta de outrem, não sabe nem entende a realidade do mercado de trabalho. Por esta razão cobra com frequência a minha falta de tempo. Como também não tem filhos, levanta-se à hora que quer e toma o pequeno-almoço nas calmas… também não entende esta minha maneira de ser… “apressada”. Quando estou com ela, ela empata-me a despropósito porque não conhece a ditadura do relógio. Ela pensa que tenho 3 horas por dia para "desfrutar", e para mim isso é mais dificil que fazer um número de acrobacia com pratos e focas.
Tenho outra amiga que, ao contrário da primeira, põe o trabalho acima de qualquer outra prioridade. Ela não era assim, mas ficou. De caminho passa os dias a falar mal do trabalho de tudo e todos, é a verdadeira caga sentenças: se é magra é porque dorme com o director, se veste bem é porque está preocupada com futilidades, "a outra teve filhos em má altura... lixou-lhe a promoção", se usa o facebook a meio do dia, é porque… whatever. Está tudo mal à sua volta. O pior é que esta minha amiga deixou de olhar para o seu próprio trabalho e até para a sua vida, porque na verdade só está preocupada com a dos outros.
Tenho outra amiga que não paga renda de casa. A casa foi-lhe ofertada. Bom para ela. No entanto ela não faz mais nada que queixar-se da vida, dos obstáculos, do cansaço, dos problemas… Quais problemas, pergunto-lhe eu? Por amor de Deus, aconteça o que acontecer, o tecto ninguém lho tira! Esta minha amiga também não entende porque é que na minha lista de prioridades a minha filha, marido e trabalho vêm primeiro. Também não sou eu que lhe vou explicar.

Eu não sou perfeita, não tenho tanta pretensão até porque a perfeição é aborrecida, mas às vezes apetece-me dizer-lhes: Parem de queixar-se, parem de cobrar, de cobiçar... “Get a real life!”

sexta-feira

Vou às compras


Depois de ontem ter percorrido a pente fino as estantes lá de casa (e as muitas centenas de livros) e não ter encontrado nada para ler (parecia o dilema de segunda-feira em frente do guarda-roupa), decidi que vou agora às compras: Há muito que ando para ler o Renato Póvoas e à espera que o Rodrigo Saraiva largue a sua Q-Tec-i-Pad-e-Pod-e-torradeira e escreva o seu.

E sim é um facto, quando retomo a dieta começo a hifenizar.

Post assumidamente estúpido

* Por que é que quando descubro na roupa para lavar uma nódoa difícil não me aparece a senhora de cor-de-rosa a gritar vanish-oxy-action-ultra-white-plus-mega-Uff-intelegence-uff-Uff-Gel?

* Porque é que a Venezuela cria mais misses mundo que qualquer outro país?

* Porque é que as aberturas fáceis são normalmente muitas coisas, mas nunca fáceis.

* E por que é que as sogras são sempre difíceis?

* Os sacos azuis, tão falados na corrupção bancária e política, são mesmo de cor azul?

* Sou eu que sou burra ou não se percebe grande coisa do que dizem os pseudo-intelecto-críticos-de-música?

* Tenho a certeza que Jorge Jesus (treinador do Benfica) contratou o cabeleireiro do Rod Stewart. (por favor confirme esta informação)

quarta-feira

Sabiam que...


Mais de 50% das americanas ficariam sem sexo por 15 meses se, ao final do período, ganhassem um armário cheio de roupas novas. Podem ver aqui. E eu não dúvido, há mulheres para tudo!

Eu cá digo que 15 meses é muita fruta, prefiro andar com as minhas farpelinhas coçadas, mas bem humorada.

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