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domingo

Em S.Pedro de Moel










no único hotel que ainda tinha um quarto disponível, o qual não é grande espingarda, mas valeu-me o facto de ter trazido a bíblia. Também equacionámos a hipótese de fugir por aquela varanda, sem pagar... ah, mas espera lá, já paguei, em adiantado quando fiz o booking na internet.

Dia 1 - Tentando ligar o ar condicionado. Não dava. Ligámos para a recepção. Explicámos. Do lado de lá da linha: "O senhor tem uma ventoinha no quarto?" - Do lado de cá: "Tenho sim." - Do lado de lá: "Então isso quer dizer que o AC não vai funcionar e o senhor pode usufruir da ventoinha!" - Do lado de cá entre galgalhadas dos dois (que fizémos um pacto de não nos chatearmos com coisas menores): "Bom sendo assim vamos passar uma noite muitíssimo mais confortável, obrigado!"

Manhã 2 - Tinhamos pedido o pequeno-almoço no quarto. Pendurámos aquela coisa na porta a pedir ovos mexidos e sumo de laranja. Ás 10.15 acordámos exauridos de calor e cheios de fome. O Paulo, sem se mexer, levantou a hipótese de eles se terem esquecido. Eu dirigi-me à porta, abri, lá estava ele, o pedido, penduradinho e balançando como o haviamos deixado no dia anterior. Vesti uns jeans, peguei no pedido e no telemóvel (para que raio é que eu queria o telemóvel) e na recepção perguntei pelo restaurante. "É nesse corredor á esquerda, mas já está fechado", eu respondi-lhe: "Não se preocupe que eles abrem". E abriram. Eu coloquei o pedido em cima da mesa e disse que não aceitava um pedido de desculpas, mas aceitava um café rápido e tomar o meu pequeno-almoço descansada. A minha cara e o meu cabelo desgrenhado devem ter dito o resto porque a rapariga mostrou um certo receio de apanhar e mandou-me sentar. 5 minutos depois descia o Paulo e perguntou na recepção pelo restaurante. A rapariga perguntou-lhe se ele era o acompanhante "daquele caso". Ele teve vontade de lhe responder que não era um caso, mas sim um casamento de 8 anos, mas deixou estar.

O resto perfeito: escalão nas costas, amêijoas e caipirinhas, o fim-de-semana está a ser um descanso.

E depois quando eu acho que,






Lisboa já não me pode surpreender... aparecem-me estas preciosidades.

105.4 fm: Aqui estamos bem

sábado

Monte estoril






tenho uma paixão assolapada pelo sitio onde vivo. Sempre tive. Quando vivia em S. João e em Cascais, passava no Monte Estoril todos os dias para tomar o pequeno-almoço em frente ao jardim, e nessa altura pensava: "um dia vou viver aqui". Hoje moro a 30 segundos desse sítio.

O Monte Estoril é um ecosistema à parte. As pessoas que aqui vivem são à parte. Á noite, de verão as ruas cheiram a mimosas e, no inverno, cheiram a lareiras. Na rua cumprimentamos os vizinhos, perguntamos pelos cães e pelos filhos. As rua têm nomes bonitos como rua bijou, trouville ou Brighton.
E o melhor é que vou a pé para a praia e só demoro 5 minutos a lá chegar.

I can't help my self, i love this place.

O homem ideal


Eu costumo dizer que aprendo imenso com a televisão. Na minha pré-adolescência, ainda usava aparelho nos dentes, aprendi a beijar na almofada de seda preferida da minha mãe, enquanto via o TOP GUN.

No outro dia vi três séries diferentes no espaço de 70 minutos. Todas elas com um protagonista interessante. Foi quando me ocorreu o que seria o homem ideal tirado do pequeno ecrã. Para mim podia ser:
O aspecto, mas só o aspecto do sr. mentalista...mas reitero, só o aspecto, porque aquela coisa de adivinhar os pensamentos do outro não deve ter graça nenhuma... especialmente na intimidade. Meninas, não se riam, tá?!
 Tinha de ser divertido e com paciência para as compras como o Brad Goreski (assistente da Rachel Zoe)... o que me leva a pensar que os gays são realmente mais bem humorados que os restantes homens. Todo o dinheiro, poder e sentido de justiça do Filantropo. Tinha de cozinhar como a Nigela... porque não há saco para a velocidade de corte da beringela do Jamie Oliver. Devia ter a cultura geral do Dr. Spencer Reid (Mentes Criminosas).  Podia ter o corpinho dos manos sobrenaturais... qualquer um dos dois está muito bem. Para terminar tinha de me fazer rir como o Conan O´Brien ou o Jon Stewart.

PS - Os coletes à prova de bala são uns teasers, não são? Acho que os marketers do mundo andam a descurar o poder que um colete à prova de bala pode ter nas opções de consumo de uma mulher.

terça-feira

Solísticio de verão: o dia mais longo

Recomecei a trabalhar no dia em que se marca o solistício de Verão e o dia mais longo. Daqui só podem vir coisas boas. O dia foi realmente longo: saí de casa cedo, voltei tarde, mas não custou nada, passou a correr. O caminho para casa foi sem trânsito, muita luz e um super entusiasmo. Estou feliz!

sábado

Quero estar onde estiver a minha sombra, se lá estiverem os teus olhos


"Olharei a tua sombra se não quiseres que te olhe a ti.
Quero estar onde estiver a minha sombra, se lá estiverem os teus olhos."
Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo

Esta foi a frase que Pilar del Rio levou gravada no vestido para acompanhar o marido a receber o prémio Nobel. Um grande amor.
 
Tive a sorte de ter estado na presença dele, no Centre de Cultura Contemporània de Barcelona. No anfi-teatro não cabia mais ninguém e emprurrada pela massa de gente (os espanhóis mobilizam-se como ninguém) fui parar-lhe aos pés, mesmo em frente. Podia tocar-lhe. Este é o tipo de devoção que ele nunca aprovaria.
 
Adeus mestre.

quinta-feira

Adeus CD

E ontem foi também o jantar de despedida da CD. Eu costumava dizer, para me armar em tuff, que ia para os sitios para trabalhar e não para fazer amigos, mas a verdade é que por onde quer que passo ficam laços que perduram. Foi assim em todos os sitios e a CD não foi excepção.
Entre o meu cirurgião, Dr. Fernando Exposto e a minha directora geral, Paula Campino, em frente à minha chefe de operações, Sofia Castelo, senti-me em casa. Ao todo eramos 40 amigos e até uma bebé de 3 meses, que a minha querida Íris não quis perder o momento.  Vou feliz e comovida, foi um privilégio trabalhar com todos vocês.

O Sexo e a Cidade 2


Foi uma emoção! Já não ia à matiné de cinema há uns largos anos e foi uma super tarde. Almocei com a minha querida Maria, que me fez um delicioso bimbi-almoço e depois lá fomos as duas ver as fabulosas 4. Com direito a pipocas e intervalo e tudo!
Quero todos os modelitos e sandaletes do filme, em especial o vestido "one sholder" rosa pálido e o cor de laranja de folhos plissados. E também o que ela levou para ir jantar com o Aiden (que aliás está uma brasa). Ah, e também quero o mordomo sempre às ordens.

Nota dream on baby: Eu sou uma excelente RP, senhores xeiques, fax favor de conceder uma viagem para mim e para as amigas.
Nota it's so true: Como é que as mães trabalhadoras que não têm ajuda fazem?
Nota get real: Realmente só nos filmes é que recebemos uma jóia por termos cometido um disparate.

terça-feira

Lá vai Lisboa





Tendo em conta o tempo que esteve hoje, não foi o melhor dia para ir fotografar os estendais de Lisboa. Aliás só apanhei um. Mas pude comprovar que a minha cidade querida já está pronta para a festa.

quinta-feira

2 anos


Há 20 dias atrás a minha filha fez 2 anos. Foi uma festa organizada em menos de três horas e por pouco não acontecia, se a minha amiga Sofia não me tivesse ajudado e dado dicas preciosas. Teve direito a tudo: triciclo, bolo da Kitty, muitos amiguinhos e cupcakes. Quando saiu o último convidado eu estava mais exausta do que se tivesse estado numa rave de três dias.

Nunca pensei que dois anos pudssem conter tanta magia. Ela é uma deliciosa guloseima que me aconteceu. Passa os dias a cantar o "Oh malhão, malhão!", a pedir histórias e já faz frases com sentido. É tão meiga e calma, e faz olhinhos ao pai quando quer muito alguma coisa que eu não autorizei. Á noite assusta-nos/-se quando aparece surrateira no nosso quarto... e enfia-se na cama, entre os dois...e me empurra para fora.

Estamos tão ligadas que durante o dia, quando não está ao pé de mim, podia jurar que a oiço.

E agora entra a música dos Placebo: Without You I'm Nothing.

sexta-feira

terça-feira

As frases que não podes dizer a...

Empregada doméstica – Estás sempre armada em gata borralheira.
Taxista – Já pensou em comprar um GPS?
Ao marido – Na verdade a dor de cabeça é apenas uma desculpa.
À amiga – Estás verdadeiro um pote!
Ao artista plástico – Qual é mesmo a sua profissão?
A um espanhol – Por favor, nas reuniões em inglês deixa-me ser eu a falar.
À massagista do SPA – Também fazes unhas?
A um médico – Tem a certeza que essa é a melhor técnica?
Ao porteiro da discoteca – Também não gosto dos teus sapatos.
À decoradora - Que horror. O que é que lhe passou pela cabeça?
À empregada da Hermés – Gritar e acenar com o Mastercard: “Abre-me a porta da loja, porra!”
A um DJ – Amigo, isto está a morrer, podes passar kizomba?

segunda-feira

O Admirável Mundo Novo


A geração dos 30s e as anteriores deviam pedir uma indeminização por danos mentais. Somos potenciais psicopatas por termos sido expostos a demasiada mudança em tão pouco tempo. Senão vejamos: Vivemos um boa parte da nossa vida a pagar com outra moeda, procurando informação nas enciclopédias e dicionários, escreviamos em diários de papel. Quando queriamos ligar a alguém e não estavamos em casa a solução era a cabine. Crescemos a ouvir música, mas cheios de cuidados para não riscar o vinil. Esfolávamos os joelhos a jogar à apanhada, cuspiamos na ferida, limpavamos a terra com punho da kispo e continuavamos a correr.

Não tinhamos euros, multibanco, telemóveis ou internet. Não tinhamos o google, os mp4, a wikipedia ou consolas.

Esta situação ocorreu-me hoje: depois de meses, ver a criança fixada nos nossos álbuns de família, a apontar a mamã, o papá, o titio, a vovó e o cão... e eis que pergunta indignada, encolhendo os ombros e abrindo as mãos: "a Teté ontá?" (a bebé, onde está?). Arrepiei-me e pensei: quando é que fiz o último back up das minhas pastas pessoais? As fotos dela... as fotos dela estão num local virtual, sob uma lei binária de 0s e 1s, que eu não controlo.

E só mais outra coisinha: que me levem o escudo, o walkie talkie ou descontinuem a farinha Pensal eu até aceito, o que não aceito é que venham agora pedir-me para escrever a minha língua sem cês e pês ocultos. Isso é que não. Aqui vai continuar a escrever-se num português que amanhã será obsoleto.

quarta-feira

Não resisti


a copiar a rúbrica da Bomba Inteligente, quando vi esta foto.
Foi magia e hoje acordei assim... estou a falar a sério.

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