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segunda-feira

Na revista VIP...

nº 705, ombro com ombro com a Hermés, a Breil ou a Caran d' Ache. A Voodoo e Patine está a sair-se bem e eu muito orgulhosa.

sexta-feira

Rituais de ano novo


Todos os anos, nestes dias faço uma série de coisas, ritos, acções que me foram passados pelas gerações anteriores. São superstições como qualquer família tem, mas sem as quais não me sentia segura.
Nos dias que antecedem o ano novo, começo a deitar tudo fora: revistas antigas, extractos bancários, roupa velha, cremes... a carga começa. No último dia do ano ouve-se música desde manhã, queimam-se incensos em toda a casa e fazem-se as últimas limpezas.
À noite, comem-se iguarias e bebe-se champanhe para atrair coisas boas para a mesa do ano seguinte. As 12 passas foram trocadas por bagas de romã.
Os dois rituais mais parvos são: colocar dinheiro a entrar em casa (de forma crescente: fora da porta 10 cents, por baixo da porta 50 cents, dentro de casa 2 euros) e, no primeiro dia do ano engraxam-se os sapatos todos que há em casa.
O mais importante de todos os rituais é perdoar e deixar os ressentimentos no ano velho.

terça-feira

Tão gira...


sou eu daqui a uns anos, com menos rugas, claro... eu sou cliente da Corporación Dermoestética.
Ficam disponíveis hoje nas lojas. Vou ter especial dificuldade em separar-me desta.
Para mais trendy stuff, siga o link.

O dia mais curto


Há 20 posts atrás eu escrevia sobre o dia mais longo. Escrevia sobre um recomeço emocionado, um passo em frente, com outra música.
Aquele passo foi enorme, tão grande que pareceu uma música que não acabava como se estivesse em repeat. Olhando para lá, é com comoção que me vejo naquele dia. Comoção do verbo comover (para quem fala mal português) como me comovem outras tantas coisas.

Comovem-me as coroas de flores depositadas nos rails das estradas e nos postes de iluminação.
Comove-me a soberba, nas pessoas medíocres.
Comovem-me os guarda-chuvas partidos e abandonados no passeio molhado.

Comovem-me os homens de Porche.
Comovem-me os discos riscados e os estores partidos.

Comovem-me os que, acompanhados, estão sempre sós.
Comovem-me os caracóis varridos, no chão do cabeleireiro.
Comovem-me os dogmáticos e os químico-dependentes.
Comovem-me os circos e os canis de cães.

Comovem-me os que almoçam fora, sozinhos.

Desde o dia mais longo até cá, tive de fazer um fast-forward e hoje sou tão completa, feliz e melhor.

Ah, comovem-me também os discos que nunca mais vão passar na rádio e os formatos que não vão ver luzes, nem camera, nem acção.

Hoje é o solistício. Depois de vários meses, amanhã, os dias voltam a crescer.

domingo

Finalmente


ao cabo de mais de 3 anos a viver nesta casa, deixámos de ter um buraco no tecto, que fazia os nossos amigos e visitas desmancharem-se a rir, para termos uma quentinha e útil salamandra. Foi por uma boa razão: gastámos o dinheiro das obras a tentar salvar a nossa primeira cadela, a Fisga. Por isso, a Fiona quis ficar na foto, para lhe prestar homenagem.
A minha anjinha Fisga, está finalmente em paz.

quinta-feira

Voodoo Boxes


Para além das encomendas de Natal, os pedidos de algumas lojas e os novos acessórios, as caixas de voodoo estão a sair fresquinhas e númeradas (edição limitada). 
Têm vela, incensos, boneco e alfinetes, um baralho de cartas, chá e um amuleto.

Coisas que uma mãe precisa de saber


E que ninguém tem coragem de dizer...

* Os cocós na fralda, são sempre a piorar. O odor também. Não se enojem tanto com o pu-pu dos 2 meses. Aos 2 anos é bem pior.
* A estrias não desaparecem!
* A maioria dos amigos que ainda não têm filhos passa a ver-nos com alguma desconfiança.
* As maminhas não voltam ao lugar.
* A conta bancária vai parecer sempre um saco roto.
* As sogras pioram os seus comportamentos.
* Digam o que disserem em relação aos partos: pontos no pi-pi são muito piores do que os pontos na barriga!
* Os senhores do Marketing aproveitam o facto de estarmos sensíveis para nos enfiarem promoções "fraudolentas". Fala quem trabalha no meio.
* As crianças precisam de ouvir "Não". Os pais que facilitam e cedem às birras agora, dentro de meses estarão numa guerra civil dentro da própria casa.
* O colo e os miminhos nunca são demais. As crianças não se estragam por serem amassadas com beijos e abraços.
* Toda a mulher está preparada para cuidar de uma criança, é institivo e animal.
* Quando pensarem que atingiram o limite do cansaço, acreditem que há um mundo novo para lá da falta de forças, que nós desconheciamos antes.

sexta-feira

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Havaianas with wool socks
Business plan with a tan
My therapist
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Magnesium pils
Antique clocks
Sauna & soup

terça-feira

Catarina foi ao Oceanário






E ainda no mesmo fim-de-semana a Cat foi ao Oceanário. Primeiro entrou a medo, fez fita (eu assobiei e perguntei quem era a mãe daquela criança), mas depois aquilo entranhou-se-lhe e começou a chamar a raia e o barão (tubarão) e a dar beijinhos no vidro.

Nesta mesma semana o hifen entrou na linguagem dela: "apanhei-a", "oh estragou-se"... uma delícia.

Catarina foi à floresta


E levou a Nona (Fiona).
Nota de filha para mãe: "Para a próxima podias conjugar as cores de forma a fazerem pandan?!"

sexta-feira

34 é uma boa idade

quando era uma gaiata, imaginava que aos 34 anos seria uma executiva de sucesso. -Não comecem já a rir, por favor-. Na verdade não estou longe daquela coisa que imaginei... sempre girissíma, sempre a correr, sempre ao telefone, sempre um pouco insuportável. Consegui os empregos que queria, a casa que queria, o closet, as viagens e os livros.  

Na 4ª feira, no cagagésimo de segundo que precedeu o embate no carro da frente e eu pensei mesmo que ia morrer, imaginei a minha filha orfã, o meu marido desamparado e um bando de amigos desnorteados. E aquela imagem que eu tinha criado quando era uma imberbe, deixou de fazer sentido.

Qual é a pressa? As apresentações, os mails, os telefonemas, os contratos...?
E percebi que não é pressa, é a estupidez típica dos 33, que hoje passa finalmente, porque faço 34.

ps - sou só eu ou, a nossa educação judaico-cristã faz-nos sempre pensar que os 33 são uma data simbolica para morrer? Bom, eu pelo menos, desta (data) já me safei.

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