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sábado

Os workshops da Lomografy voltaram!


O mês de julho vai ficar marcado pelos workshops lomograficos. Já na próxima 4ª feira, dia 6 de julho a temática é a Lomografia geral. As datas seguintes são já relativas aos tipos de máquina fotografica que se vão usar. Especial atenção para o dia 9 onde se vai aprender tudo sobre a novissima La Sardina. Para se inscrever consulte o site http://www.lomografiaportugal.com/.

quinta-feira

Cat na quinta


A escolinha da Cat promoveu um convívio e levou-nos a todos à quinta. A boneca deu papinha aos porcos, entrou na capoeira mal-cheirosa, deu festinhas à cabrinha e até andou a cavalo. Está tão crescida. Amo cada avanço dela, mas começo a sentir saudades de quando ela uma bebecas. Já escolhe toda a roupa que veste, é uma negociadora nata, fala pelos cotovelos, tem ciúmes da cadela e faz o que quer dos avós. Tenho Ideia de que ela tem uma auto-estima do tamanho do mundo e que é uma criança feliz.

Lomografia em azeite ou ao natural


Acabam de ser lançadas as novas fisheye da lomografy, que tem as latas de sardinha como inspiração. As novas máquinas têm o flash "Fritz the Blitz" o mais potente de sempre e permitem ao utilizador escolher três distâncias de utilização da luz.
Impossível resistir-lhes.

quarta-feira

Somos



Somos é uma palavra linda. Enche a boca. Pode ser lida de trás para a frente, de frente para trás, não perde o significado. Somos é uma soma do que fazemos ao longo do caminho e com quem fazemos.
Somos como vivemos os nossos dias. Os livros que lemos, onde fomos, o que comemos. Somos uma banda sonora onde incluímos as actuações ao vivo e os playbacks. É uma palavra sem hifens, sem prefixo nem sufixo. É por isso que deve ser vivida junto ou deixa de fazer sentido.

sexta-feira

Hoje no i, Anita vai à manifestação

Por: Hugo Gonçalves



Anita já não é menina nem ingénua. Anita é adulta. Mas não acha que sabe tudo nem é especialista em Finanças Públicas. Estudou na universidade e fala três línguas. Usa botas de salto, quer ser mãe e não é membro de coisa alguma – nem mesmo de um ginásio. Anita vai à primeira manifestação da sua vida – tirando aquela vez, em Nova Iorque, em que deu por si no meio de um protesto contra a invasão do Iraque. Anita não gosta da redução da realidade a definições como “Geração à Rasca” ou “Deolindos”. Isso é trabalho para publicitários ou criadores de tendências. Anita não é a Barbie. Trabalha há dez anos a recibos verdes e tenta ser organizada. Por isso, comprou um caderno. Nele escreveu as razões que a levam a manifestar-se:
1 Anita não tem soluções engenhosas para os problemas de Portugal, mas sabe que esteve parada demasiado tempo. Está determinada a fazer mais. Tomar consciência das metástases do país foi o primeiro passo para a acção – e as metástases têm sido tão analisadas, evidentes e repetidas, que ela entende bem o perigoso estado de saúde do país. Anita não grita apenas porque sim. Não é parva. Informa-se. O segundo passo foi perceber que nunca tinha participado numa manifestação, que o seu direito de reclamar, denunciar, debater não se limitava aos amigos, blogs, redes sociais e comentários de leitores nas edições online dos jornais. Anita acredita que esta manifestação pode ser importante para mudar o paradigma nacional do comodismo, da irresponsabilidade, da postura “que se foda o outro e o que vem a seguir”. Esta manifestação pode ser uma forte declaração de intenções: queremos ser melhor que isto, mais limpos, mais competentes, queremos ser melhor do que fomos até agora. Esta manifestação pode ser a pré-primária da participação e da educação cívica para muita gente: ter sentido de comunidade, pertencer, não estar sozinho. Mexer o rabo.
2 Esta não é uma manifestação para consertar Portugal ou os portugueses – as manifestações consertam alguma coisa? Uma manifestação não é um caixa de ferramentas, um think tank, um programa de governo. Esse não é o seu propósito. E para os que têm medo dos aproveitadores, demagogos e pré-tiranos, Anita tem a dizer que esta manifestação não trará nem o primeiro ditador europeu do século XXI nem D. Sebastião. Os malfeitores e os populistas estarão lá, como estiveram na Alameda e na praça Tahir, mas Anita não acredita em líderes enviados pela providência nem em soluções fáceis. Anita já não precisa que lhe ensinem a olhar para os dois lados antes de atravessar a estrada.
3 Anita está cansada da crispação, do sound bite, do spin das notícias. E acha que há uma realidade – produzida pelos políticos, pela comunicação social e pela voragem colectiva de informação – que é teatral, por vezes infantil, e que é dada ao drama e ao espectáculo. O país anda confuso como a vítima de um AVC diante de uma maratona de telenovelas. O que é real e o que é jogo? Anita, talvez recuperando a ingenuidade do tempo em que protagonizava livros infantis lidos pela sua geração, acredita que esta manifestação pode ser uma forma de perceber que, apesar das diferenças, é mais importante o regresso ao bom senso, ao discurso ponderado e à união das vontades. Se os partidos não se entendem entre si, incapazes de abdicar deles em favor do país, enrolados na sua própria teia narrativa e eleitoralista, o povo dá as mãos (por vezes, Anita tem surtos de PREC, mas é mulher sofisticada e gosta de coisas boas).
4 Anita, que já namorou rapazes de outras nacionalidades, gosta de diversidade: muitas das pessoas que conhece, e que irão manifestar-se, vão fazê-lo por motivos diferentes: justiça empenada, corrupção impune, precaridade prolongada, derrapagens orçamentais, despesismo, clientelismo etc. A lista de erros e desperdícios é longa e levou os 20 últimos anos para estar pronta. Cada um terá as suas razões para estar na manifestação, mas há um propósito comum. Isso interessa a Anita, que poucas vezes na vida sentiu esse propósito comum.
5 Anita pode até dizer que não se importa com o paternalismo dos mais velhos, o desdém dos comentadores, os atestados de estupidez passados à sua geração. É mentira. Anita irrita-se com a petulância daqueles que acham que sabem tudo e que são donos da verdade, subestimando e cuspindo nos seus filhos como os pais fizeram com eles. Por isso, acha que a manifestação será uma boa maneira de mostrar que nós, os filhos mimados da democracia e do cartão de crédito, não somos tão trastes nem patetas como nos julgam. Anita gosta de tolerância e inteligência. Não está interessada em insultar polícias, incendiar carros ou comer gelados com a testa. Anita, como tantos outros, está pronta para sacrifícios e para apanhar as canas nos próximos anos. Sabe o que aí vem. Não é, já aqui se disse, parva. Mas precisa de um rumo, de uma mudança de pele colectiva. Anita já não é ingénua. Não é por isso que vai deixar de ter sonhos e de sair à rua. Nem rasca, nem à rasca, nem Deolinda nem interessada no Festival da Canção nem manipulável por partidos ou demagogos ou alienígenas. Anita, por sua própria cabeça, vai levar as suas botas de salto à manifestação.

na Cosmopolitan!


A Voodoo e Patine já exporta para Espanha e o Brasil é o próximo passo. Na mesma altura em que a revista Cosmopolitan dá destaque à nossas caixas de voodoo.

segunda-feira

Na revista VIP...

nº 705, ombro com ombro com a Hermés, a Breil ou a Caran d' Ache. A Voodoo e Patine está a sair-se bem e eu muito orgulhosa.

sexta-feira

Rituais de ano novo


Todos os anos, nestes dias faço uma série de coisas, ritos, acções que me foram passados pelas gerações anteriores. São superstições como qualquer família tem, mas sem as quais não me sentia segura.
Nos dias que antecedem o ano novo, começo a deitar tudo fora: revistas antigas, extractos bancários, roupa velha, cremes... a carga começa. No último dia do ano ouve-se música desde manhã, queimam-se incensos em toda a casa e fazem-se as últimas limpezas.
À noite, comem-se iguarias e bebe-se champanhe para atrair coisas boas para a mesa do ano seguinte. As 12 passas foram trocadas por bagas de romã.
Os dois rituais mais parvos são: colocar dinheiro a entrar em casa (de forma crescente: fora da porta 10 cents, por baixo da porta 50 cents, dentro de casa 2 euros) e, no primeiro dia do ano engraxam-se os sapatos todos que há em casa.
O mais importante de todos os rituais é perdoar e deixar os ressentimentos no ano velho.

terça-feira

Tão gira...


sou eu daqui a uns anos, com menos rugas, claro... eu sou cliente da Corporación Dermoestética.
Ficam disponíveis hoje nas lojas. Vou ter especial dificuldade em separar-me desta.
Para mais trendy stuff, siga o link.

O dia mais curto


Há 20 posts atrás eu escrevia sobre o dia mais longo. Escrevia sobre um recomeço emocionado, um passo em frente, com outra música.
Aquele passo foi enorme, tão grande que pareceu uma música que não acabava como se estivesse em repeat. Olhando para lá, é com comoção que me vejo naquele dia. Comoção do verbo comover (para quem fala mal português) como me comovem outras tantas coisas.

Comovem-me as coroas de flores depositadas nos rails das estradas e nos postes de iluminação.
Comove-me a soberba, nas pessoas medíocres.
Comovem-me os guarda-chuvas partidos e abandonados no passeio molhado.

Comovem-me os homens de Porche.
Comovem-me os discos riscados e os estores partidos.

Comovem-me os que, acompanhados, estão sempre sós.
Comovem-me os caracóis varridos, no chão do cabeleireiro.
Comovem-me os dogmáticos e os químico-dependentes.
Comovem-me os circos e os canis de cães.

Comovem-me os que almoçam fora, sozinhos.

Desde o dia mais longo até cá, tive de fazer um fast-forward e hoje sou tão completa, feliz e melhor.

Ah, comovem-me também os discos que nunca mais vão passar na rádio e os formatos que não vão ver luzes, nem camera, nem acção.

Hoje é o solistício. Depois de vários meses, amanhã, os dias voltam a crescer.

domingo

Finalmente


ao cabo de mais de 3 anos a viver nesta casa, deixámos de ter um buraco no tecto, que fazia os nossos amigos e visitas desmancharem-se a rir, para termos uma quentinha e útil salamandra. Foi por uma boa razão: gastámos o dinheiro das obras a tentar salvar a nossa primeira cadela, a Fisga. Por isso, a Fiona quis ficar na foto, para lhe prestar homenagem.
A minha anjinha Fisga, está finalmente em paz.

quinta-feira

Voodoo Boxes


Para além das encomendas de Natal, os pedidos de algumas lojas e os novos acessórios, as caixas de voodoo estão a sair fresquinhas e númeradas (edição limitada). 
Têm vela, incensos, boneco e alfinetes, um baralho de cartas, chá e um amuleto.

Coisas que uma mãe precisa de saber


E que ninguém tem coragem de dizer...

* Os cocós na fralda, são sempre a piorar. O odor também. Não se enojem tanto com o pu-pu dos 2 meses. Aos 2 anos é bem pior.
* A estrias não desaparecem!
* A maioria dos amigos que ainda não têm filhos passa a ver-nos com alguma desconfiança.
* As maminhas não voltam ao lugar.
* A conta bancária vai parecer sempre um saco roto.
* As sogras pioram os seus comportamentos.
* Digam o que disserem em relação aos partos: pontos no pi-pi são muito piores do que os pontos na barriga!
* Os senhores do Marketing aproveitam o facto de estarmos sensíveis para nos enfiarem promoções "fraudolentas". Fala quem trabalha no meio.
* As crianças precisam de ouvir "Não". Os pais que facilitam e cedem às birras agora, dentro de meses estarão numa guerra civil dentro da própria casa.
* O colo e os miminhos nunca são demais. As crianças não se estragam por serem amassadas com beijos e abraços.
* Toda a mulher está preparada para cuidar de uma criança, é institivo e animal.
* Quando pensarem que atingiram o limite do cansaço, acreditem que há um mundo novo para lá da falta de forças, que nós desconheciamos antes.

sexta-feira

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