domingo
segunda-feira
TRENDALERT, O MOVIMENTO
Anda por aí uma massa de gente, com muito bom-gosto, olho clínico para a mudança, e dente afiado. Essa massa de gente está a escrever a história de um tempo a congelar imagens nas suas Lomos, Nikons e GoPROS.
A esta gente, junta-se a mais gente todos os dias. Começaram 6 + um investidor (player do mercado). Em 4 dias eram 37, em 6 dias eram 50 e agora já não conseguimos contá-los. E vão em movimento compassado para fazer a revolução. Esta massa de gente está no TRENDALERT a mostrar o que significa disrupção.
Nasceu a primeira comunidade de caçadores de tendências portuguesa.
domingo
quinta-feira
De volta a casa
depois de 15 dias de molho na praia, de pés descalços na relva e refeições no jardim. Também foram umas férias cheias de pesadelos porque a casa da tia São é ultra óptima, mas os colchões...
Já fomos buscar a Fiona à Quinta das Patinhas.
Já desfizémos as malas e pusémos a roupa a lavar.
A Marilsa passou por cá e deixou a casa num brinco.
Vamos reorganizar e preparar-nos para a reentré.
terça-feira
sábado
quinta-feira
quarta-feira
sábado
Uma prenda para o amor
Juro-vos que isto é o que está nas portas das wc das senhoras do Fórum do Montijo. O que estará escrito nas portas deles?
segunda-feira
Cat foi à exposição de fotografia
Fomos ao Centro Cultural de Cascais onde está patente a exposição de Bert Stern, A última sessão. Esta exposição mostra as últimas fotografias feitas a Marilyn Monroe, seis semanas antes de morrer. Aquela que foi considerada a mulher mais bonita do planeta fotografada aos 37 anos, nua, com uma cicatriz na barriga bem visível e até um pouco decadente. Pode vê-la até 17 de Julho, de terça a domingo, das 10.00 às 18.00. A entrada é livre.
Para além desta exposição está patente a exposição de desenhos de Teresa Gonçalves Lobo e a exposição de fotografia, Private Lives. Aqui a pequena Cat em frente de uma fotografia de José Luis Santalla.
domingo
Cat foi ao museu da música
O museu da música é mesmo aqui ao lado. A bebecas foi e portou-se mesmo bem. Ouviu toda a visita guiada com atenção. A casa Museu Verdades de Faria situa-se na Av.Sabóia, no Monte do Estoril e vale mesmo a pena visitar. A exposição temporária "A Voz das Máquinas" tem visitas guiadas gratuitas.
Através de 29 peças iluso período da história da gravação entre o final do século XIX e a década de 30 do séc. XX é ilustrado. O fonógrafo e o gramofone, os primórdios da indústria fonográfica, os primeiros discos e music boxes.O museu tem ainda uma exposição permanente que é a colecção de instrumentos musicais populares portugueses, reunida por Michel Giacometti.
sábado
Os workshops da Lomografy voltaram!
O mês de julho vai ficar marcado pelos workshops lomograficos. Já na próxima 4ª feira, dia 6 de julho a temática é a Lomografia geral. As datas seguintes são já relativas aos tipos de máquina fotografica que se vão usar. Especial atenção para o dia 9 onde se vai aprender tudo sobre a novissima La Sardina. Para se inscrever consulte o site http://www.lomografiaportugal.com/.
quinta-feira
Cat na quinta
A escolinha da Cat promoveu um convívio e levou-nos a todos à quinta. A boneca deu papinha aos porcos, entrou na capoeira mal-cheirosa, deu festinhas à cabrinha e até andou a cavalo. Está tão crescida. Amo cada avanço dela, mas começo a sentir saudades de quando ela uma bebecas. Já escolhe toda a roupa que veste, é uma negociadora nata, fala pelos cotovelos, tem ciúmes da cadela e faz o que quer dos avós. Tenho Ideia de que ela tem uma auto-estima do tamanho do mundo e que é uma criança feliz.
quarta-feira
Somos
Somos é uma palavra linda. Enche a boca. Pode ser lida de trás para a frente, de frente para trás, não perde o significado. Somos é uma soma do que fazemos ao longo do caminho e com quem fazemos.
Somos como vivemos os nossos dias. Os livros que lemos, onde fomos, o que comemos. Somos uma banda sonora onde incluímos as actuações ao vivo e os playbacks. É uma palavra sem hifens, sem prefixo nem sufixo. É por isso que deve ser vivida junto ou deixa de fazer sentido.
terça-feira
sexta-feira
Hoje no i, Anita vai à manifestação
Por: Hugo Gonçalves
Anita já não é menina nem ingénua. Anita é adulta. Mas não acha que sabe tudo nem é especialista em Finanças Públicas. Estudou na universidade e fala três línguas. Usa botas de salto, quer ser mãe e não é membro de coisa alguma – nem mesmo de um ginásio. Anita vai à primeira manifestação da sua vida – tirando aquela vez, em Nova Iorque, em que deu por si no meio de um protesto contra a invasão do Iraque. Anita não gosta da redução da realidade a definições como “Geração à Rasca” ou “Deolindos”. Isso é trabalho para publicitários ou criadores de tendências. Anita não é a Barbie. Trabalha há dez anos a recibos verdes e tenta ser organizada. Por isso, comprou um caderno. Nele escreveu as razões que a levam a manifestar-se:
1 Anita não tem soluções engenhosas para os problemas de Portugal, mas sabe que esteve parada demasiado tempo. Está determinada a fazer mais. Tomar consciência das metástases do país foi o primeiro passo para a acção – e as metástases têm sido tão analisadas, evidentes e repetidas, que ela entende bem o perigoso estado de saúde do país. Anita não grita apenas porque sim. Não é parva. Informa-se. O segundo passo foi perceber que nunca tinha participado numa manifestação, que o seu direito de reclamar, denunciar, debater não se limitava aos amigos, blogs, redes sociais e comentários de leitores nas edições online dos jornais. Anita acredita que esta manifestação pode ser importante para mudar o paradigma nacional do comodismo, da irresponsabilidade, da postura “que se foda o outro e o que vem a seguir”. Esta manifestação pode ser uma forte declaração de intenções: queremos ser melhor que isto, mais limpos, mais competentes, queremos ser melhor do que fomos até agora. Esta manifestação pode ser a pré-primária da participação e da educação cívica para muita gente: ter sentido de comunidade, pertencer, não estar sozinho. Mexer o rabo.
2 Esta não é uma manifestação para consertar Portugal ou os portugueses – as manifestações consertam alguma coisa? Uma manifestação não é um caixa de ferramentas, um think tank, um programa de governo. Esse não é o seu propósito. E para os que têm medo dos aproveitadores, demagogos e pré-tiranos, Anita tem a dizer que esta manifestação não trará nem o primeiro ditador europeu do século XXI nem D. Sebastião. Os malfeitores e os populistas estarão lá, como estiveram na Alameda e na praça Tahir, mas Anita não acredita em líderes enviados pela providência nem em soluções fáceis. Anita já não precisa que lhe ensinem a olhar para os dois lados antes de atravessar a estrada.
3 Anita está cansada da crispação, do sound bite, do spin das notícias. E acha que há uma realidade – produzida pelos políticos, pela comunicação social e pela voragem colectiva de informação – que é teatral, por vezes infantil, e que é dada ao drama e ao espectáculo. O país anda confuso como a vítima de um AVC diante de uma maratona de telenovelas. O que é real e o que é jogo? Anita, talvez recuperando a ingenuidade do tempo em que protagonizava livros infantis lidos pela sua geração, acredita que esta manifestação pode ser uma forma de perceber que, apesar das diferenças, é mais importante o regresso ao bom senso, ao discurso ponderado e à união das vontades. Se os partidos não se entendem entre si, incapazes de abdicar deles em favor do país, enrolados na sua própria teia narrativa e eleitoralista, o povo dá as mãos (por vezes, Anita tem surtos de PREC, mas é mulher sofisticada e gosta de coisas boas).
4 Anita, que já namorou rapazes de outras nacionalidades, gosta de diversidade: muitas das pessoas que conhece, e que irão manifestar-se, vão fazê-lo por motivos diferentes: justiça empenada, corrupção impune, precaridade prolongada, derrapagens orçamentais, despesismo, clientelismo etc. A lista de erros e desperdícios é longa e levou os 20 últimos anos para estar pronta. Cada um terá as suas razões para estar na manifestação, mas há um propósito comum. Isso interessa a Anita, que poucas vezes na vida sentiu esse propósito comum.
5 Anita pode até dizer que não se importa com o paternalismo dos mais velhos, o desdém dos comentadores, os atestados de estupidez passados à sua geração. É mentira. Anita irrita-se com a petulância daqueles que acham que sabem tudo e que são donos da verdade, subestimando e cuspindo nos seus filhos como os pais fizeram com eles. Por isso, acha que a manifestação será uma boa maneira de mostrar que nós, os filhos mimados da democracia e do cartão de crédito, não somos tão trastes nem patetas como nos julgam. Anita gosta de tolerância e inteligência. Não está interessada em insultar polícias, incendiar carros ou comer gelados com a testa. Anita, como tantos outros, está pronta para sacrifícios e para apanhar as canas nos próximos anos. Sabe o que aí vem. Não é, já aqui se disse, parva. Mas precisa de um rumo, de uma mudança de pele colectiva. Anita já não é ingénua. Não é por isso que vai deixar de ter sonhos e de sair à rua. Nem rasca, nem à rasca, nem Deolinda nem interessada no Festival da Canção nem manipulável por partidos ou demagogos ou alienígenas. Anita, por sua própria cabeça, vai levar as suas botas de salto à manifestação.
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