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quinta-feira

Revista de imprensa

A coisa mais original que li esta semana foi a sugestão da actriz Sofia Ribeiro, para a secção da revista VIP, "Se Eu Mandasse". Pois se ela mandasse, a nossa primeira-dama vestiría Story Tailors. Não é genial?

Libertem os gnomos de jardim!

É uma causa como qualquer outra e eu fui alertada para ela através da revista Sábado desta semana, num artigo do jornalista João Lopes Marques.
Ao que parece o Gnomo Murphy já voltou para casa, mas voltou com um albúm de viagem digno de um "frequent passenger".

Aqui ensina como ajudar a causa, libertando o gnomo mais próximo e levando-o na sua próxima viagem. Ensina como levá-lo de avião, os cuidados a ter, e como fazer um passaporte para este insólito passageiro. Depois é só registar os momentos e enviar as fotos aos proprietários, dizendo: "Encontro-me bem e feliz, volto em breve!"

O melhor pão do mundo

come-se em Gambelas, na doçaria Rico. Pão de sete cereais, carregadinho de sementes, todo o tipo de frutos secos e passas, ou então um pão de alfarroba (só fazem às 4º feiras). Vale a pena fazer a viagem para encher a bagajeira de pão. Nós quando voltarmos a Lisboa vamos abastecidos, até porque o pão é super barato: 1 euro/4 pães de cereais. Em Lisboa: 1 Euro/1 pão de imitação e escassez de cereais.

quinta-feira

quarta-feira

Cansaço de grávida...

Ainda falta algum tempo para nascer a Catarina e eu já estou completamente exausta. Não consigo dormir à noite por causa das dores nas costas, da azia, das cãimbras, do xixi, não consigo fazer praticamente nada sem errar, sujo-me de cada vez que como, e outro dia ia pegando fogo à cozinha... enfim, para uma rapariga que tinha a mania do "tudo perfeito" estes são tempos verdadeiramente inglórios. Dou comigo a chorar de cada vez que tenho de virar-me na cama ou a ficar profundamente deprimida diante de um lanço de escadas. Ainda não estou de baixa. Por um lado acho que a minha médica particular decidiu castigar-me pelos 16 quilos, por outro o meu patrão só agora autorizou uma solução para a minha ausência... creio que ele acha o máximo que me rebentem as águas durante a preparação de um press kit ou uma entrevista para um jornal. Assim, espera-me, pelo menos mais uma semana de trabalho e eu sinceramente não sei como vou conseguir.
A ajudar às dificuldades continuo na minha saga com o Serviço Nacional de Saúde, mais especificamente no Centro de Saúde de Cascais. Nunca tive seguro e como sou uma boa pagadora de impostos para mim era claro que o centro de saúde era a solução. Depressa me apercebi que era impossível para uma trabalhadora normal como eu. As consultas são sempre em horário impossível de conciliar com o trabalho, as marcações feitas de nada valem... nunca somos atendidos na hora prevista; Se ultrapassamos em cinco minutos a hora marcada, ficamos para o fim e a mim chegou a acontecer-me ficar para o fim (esperei toda a manhã) para me dizerem que não me conseguiam atender nesse dia tinha de voltar na próxima semana. Nesse dia decidi que não voltaria ao CSC e procurei uma médica particular. Mais tarde quis pedir a credencial para o Rastreio bioquímico... ninguém ma queria passar e não percebiam a razão da minha solicitação. Disseram-me que não era consultada há muito tempo e que para além disso esse exame não era obrigatório. Foi preciso pedir o livro de reclamações para lá me passarem com o meu médico, o Dr. Abel Abejas. Este fez o favor de me dizer que me passava o rastreio, mas que não concordava com o facto de eu o fazer, pois se os índices viessem alterados eu voltaria para pedir uma amiocintese... "e imagine, Vanessa se todas as grávidas deste centro se pusessem a pedir o rastreio... o que seria...". Debati com ele o meu direito de querer fazer todos os exames disponíveis e a conversa foi até um pouco acesa ao ponto de ele me dizer que era contra o aborto. Pronto, estava explicada a razão porque não se passam normalmente os rastreios Bioquimicos em Cascais (exame fundamental para detectar algumas trissomias). Nesse dia rocei a mal-educada e disse-lhe que ele era livre de ter a sua opinião, mas que essa não podia colidir com o bem-estar e as liberdades da comunidade e perguntei-lhe se ele tinha passado o rastreio à jovem mãe que acabava de sair da consulta com um bebé com um problema de mal-formação notório. Hoje voltei ao centro de saúde para pedir as credenciais dos exames do terceiro trimestre, já que preciso de fazer as análises amanhã sem falta. Depois de ter tentado ligar para o meu módulo de atendimento e ninguém me ter atendido, procurei na internet o horário das consultas. Hoje às 13 horas lá estava eu e o meu marido no CSC à procura do Dr. Abel Abejas pelos módulos de atendimento, pois logo à entrada mandaram-me para um diferente do habitual e diferente da informação da net. Pouco depois foi-nos dito que o Dr. Abel já tinha dado consultas durante a manhã e que não me podiam ajudar. Eu expliqei que a informação da net me tinha induzido em erro e que na verdade não precisava de uma consulta apenas precisava que um médico, o dr. Abel ou outro, do CSC me passasse as credenciais, hoje, pois amanhã termina o prazo para as fazer. Obviamente aquela gente não tem ideia do que é trabalhar numa empresa... se eu tivesse conseguido ir uma semana antes teria ido. Só depois de voltarmos a pedir o livro de reclamações a situação começou a ver contornos de solução. Deparamo-nos no entanto com várias pessoas que respondendo guiões e frases feitas não têm um pingo de respeito pelo contribuinte, muito menos por uma mulher grávida. Desde que estou grávida não consegui tratar de nada ali sem ter de pedir o livro de reclamações, sem me encher de nervos, sem me sentir uma freak por pedir coisas que as outras mulheres não pedem, mas que todas temos direito. É óbvio que o sistema está feito para que pessoas como eu não usufruam dos seus direitos. Se tivesse sido seguida ali, muito provavelmente o meu despedimento já estaria a ser considerado. Ficam algumas perguntas: Quantas crianças com mal-formações vão ter de nascer no conselho de Cascais, sem que a mãe tenha a oportunidade de decidir ou considerar as opções? Uma grávida, quantos dias tem de faltar ao trabalho e sofrer as retaliações da empresa, porque os serviços não funcionam? Porque razão as ecografias feitas através do estado demoram 10 minutos e as feitas particularmente demoram uma hora? Quanto tempo mais vamos descontar para um estado que não cuida de nós?

terça-feira

Tenho saudades de...

... ler a página 4 da Xis, por Faiza Hayat.
Também tenho saudades de beber um Martini, ao final da tarde... talvez daqui a uns meses.

sexta-feira

Tenho saudades de...


ler o DNA. Até me lembro do cheiro que tinha, muito por causa da tinta e da textura das fotografias do Augusto Brázio. Depois vinha o tempero das reportagens da Sónia Morais Santos. Os passeios da Camila Coelho, por Lisboa. O Sir Miguel Esteves Cardoso em directo do Hotel Palácio, no Estoril. As entrevistas da Anabela Mota Ribeiro e do Carlos Vaz Marques, de uma forma que não se aprende a fazer na universidade. O garfo do João Gobern. 

Do Mário Vargas Lhosa ao Carlos Quevedo passando pelo Edson Athaide tudo sob a batuta do Pedro Rolo Duarte. Não ficava nada por ler e isso era uma sensação óptima, para quem gosta de empregar bem o seu dinheiro. Era como se de repente saíssemos da nossa vida e fossemos parar a um qualquer lugar cheio de sentido, bom humor e sobretudo, cultura.


quinta-feira

Breve História de quase tudo

Estou a ler um livro que passa das marcas. Chama-se “Breve história sobre quase tudo”, de Bill Bryson, livros Quentzal. O autor é um jornalista e escritor de guias de viagem... e é completamente hilariante. Neste livro fazemos uma viagem pelas passagens mais fascinantes da história da ciência, mas não é só: ele simplifica dados de anos de investigação e teorias científicas em metáforas cómicas e simples de compreender. É impossível deixar o livro a meio, já que em cada parágrafo ficamos a saber um pouco mais sobre biologia, sobre o Big Bang, astronomia, Einstein, a teoria da evolução, a gasolina com chumbo, a energia atómica, o aquecimento global, os cromossomas, o carbono 14, o 16 e 18, os organismos edicarianos, a formação das placas tectónicas, o ADN e sobre os Fósseis de Trilobite. Aquele tipo informação que faz um brilharete entre amigos. Tenho pena é que o livro não s
eja um mil folhas. Acho que podia lê-lo ad eternum.

importado do anterior Site - Fev'05

Eu não vos disse, mas no dia dos namorados recebi exactamente o que queria: um Atlas! Não consigo largar aqueles três quilos de tijolo.

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