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sábado

Ontem


a sobremesa foi salada de frutos de verão. Maçã, melão, ameixas, figos, uvas e romãs. Tudo bem maduro e servido com uma colher de iogurte grego.

sábado

Uma prenda para o amor



Juro-vos que isto é o que está nas portas das wc das senhoras do Fórum do Montijo. O que estará escrito nas portas deles?

segunda-feira

Cat foi à exposição de fotografia




Fomos ao Centro Cultural de Cascais onde está patente a exposição de Bert Stern, A última sessão. Esta exposição mostra as últimas fotografias feitas a Marilyn Monroe, seis semanas antes de morrer. Aquela que foi considerada a mulher mais bonita do planeta fotografada aos 37 anos, nua, com uma cicatriz na barriga bem visível e até um pouco decadente. Pode vê-la até 17 de Julho, de terça a domingo, das 10.00 às 18.00. A entrada é livre.
Para além desta exposição está patente a exposição de desenhos de Teresa Gonçalves Lobo e a exposição de fotografia, Private Lives. Aqui a pequena Cat em frente de uma fotografia de José Luis Santalla.

domingo

As produções do solísticio!





E mais novidades na loja.

Cat foi ao museu da música




O museu da música é mesmo aqui ao lado. A bebecas foi e portou-se mesmo bem. Ouviu toda a visita guiada com atenção. A casa Museu Verdades de Faria situa-se na Av.Sabóia, no Monte do Estoril e vale mesmo a pena visitar. A exposição temporária "A Voz das Máquinas" tem visitas guiadas gratuitas.
Através de 29 peças iluso período da história da gravação entre o final do século XIX e a década de 30 do séc. XX é ilustrado. O fonógrafo e o gramofone, os primórdios da indústria fonográfica, os primeiros discos e music boxes.O museu tem ainda uma exposição permanente que é a colecção de instrumentos musicais populares portugueses, reunida por Michel Giacometti.

quinta-feira

Cat na quinta


A escolinha da Cat promoveu um convívio e levou-nos a todos à quinta. A boneca deu papinha aos porcos, entrou na capoeira mal-cheirosa, deu festinhas à cabrinha e até andou a cavalo. Está tão crescida. Amo cada avanço dela, mas começo a sentir saudades de quando ela uma bebecas. Já escolhe toda a roupa que veste, é uma negociadora nata, fala pelos cotovelos, tem ciúmes da cadela e faz o que quer dos avós. Tenho Ideia de que ela tem uma auto-estima do tamanho do mundo e que é uma criança feliz.

sexta-feira

Hoje no i, Anita vai à manifestação

Por: Hugo Gonçalves



Anita já não é menina nem ingénua. Anita é adulta. Mas não acha que sabe tudo nem é especialista em Finanças Públicas. Estudou na universidade e fala três línguas. Usa botas de salto, quer ser mãe e não é membro de coisa alguma – nem mesmo de um ginásio. Anita vai à primeira manifestação da sua vida – tirando aquela vez, em Nova Iorque, em que deu por si no meio de um protesto contra a invasão do Iraque. Anita não gosta da redução da realidade a definições como “Geração à Rasca” ou “Deolindos”. Isso é trabalho para publicitários ou criadores de tendências. Anita não é a Barbie. Trabalha há dez anos a recibos verdes e tenta ser organizada. Por isso, comprou um caderno. Nele escreveu as razões que a levam a manifestar-se:
1 Anita não tem soluções engenhosas para os problemas de Portugal, mas sabe que esteve parada demasiado tempo. Está determinada a fazer mais. Tomar consciência das metástases do país foi o primeiro passo para a acção – e as metástases têm sido tão analisadas, evidentes e repetidas, que ela entende bem o perigoso estado de saúde do país. Anita não grita apenas porque sim. Não é parva. Informa-se. O segundo passo foi perceber que nunca tinha participado numa manifestação, que o seu direito de reclamar, denunciar, debater não se limitava aos amigos, blogs, redes sociais e comentários de leitores nas edições online dos jornais. Anita acredita que esta manifestação pode ser importante para mudar o paradigma nacional do comodismo, da irresponsabilidade, da postura “que se foda o outro e o que vem a seguir”. Esta manifestação pode ser uma forte declaração de intenções: queremos ser melhor que isto, mais limpos, mais competentes, queremos ser melhor do que fomos até agora. Esta manifestação pode ser a pré-primária da participação e da educação cívica para muita gente: ter sentido de comunidade, pertencer, não estar sozinho. Mexer o rabo.
2 Esta não é uma manifestação para consertar Portugal ou os portugueses – as manifestações consertam alguma coisa? Uma manifestação não é um caixa de ferramentas, um think tank, um programa de governo. Esse não é o seu propósito. E para os que têm medo dos aproveitadores, demagogos e pré-tiranos, Anita tem a dizer que esta manifestação não trará nem o primeiro ditador europeu do século XXI nem D. Sebastião. Os malfeitores e os populistas estarão lá, como estiveram na Alameda e na praça Tahir, mas Anita não acredita em líderes enviados pela providência nem em soluções fáceis. Anita já não precisa que lhe ensinem a olhar para os dois lados antes de atravessar a estrada.
3 Anita está cansada da crispação, do sound bite, do spin das notícias. E acha que há uma realidade – produzida pelos políticos, pela comunicação social e pela voragem colectiva de informação – que é teatral, por vezes infantil, e que é dada ao drama e ao espectáculo. O país anda confuso como a vítima de um AVC diante de uma maratona de telenovelas. O que é real e o que é jogo? Anita, talvez recuperando a ingenuidade do tempo em que protagonizava livros infantis lidos pela sua geração, acredita que esta manifestação pode ser uma forma de perceber que, apesar das diferenças, é mais importante o regresso ao bom senso, ao discurso ponderado e à união das vontades. Se os partidos não se entendem entre si, incapazes de abdicar deles em favor do país, enrolados na sua própria teia narrativa e eleitoralista, o povo dá as mãos (por vezes, Anita tem surtos de PREC, mas é mulher sofisticada e gosta de coisas boas).
4 Anita, que já namorou rapazes de outras nacionalidades, gosta de diversidade: muitas das pessoas que conhece, e que irão manifestar-se, vão fazê-lo por motivos diferentes: justiça empenada, corrupção impune, precaridade prolongada, derrapagens orçamentais, despesismo, clientelismo etc. A lista de erros e desperdícios é longa e levou os 20 últimos anos para estar pronta. Cada um terá as suas razões para estar na manifestação, mas há um propósito comum. Isso interessa a Anita, que poucas vezes na vida sentiu esse propósito comum.
5 Anita pode até dizer que não se importa com o paternalismo dos mais velhos, o desdém dos comentadores, os atestados de estupidez passados à sua geração. É mentira. Anita irrita-se com a petulância daqueles que acham que sabem tudo e que são donos da verdade, subestimando e cuspindo nos seus filhos como os pais fizeram com eles. Por isso, acha que a manifestação será uma boa maneira de mostrar que nós, os filhos mimados da democracia e do cartão de crédito, não somos tão trastes nem patetas como nos julgam. Anita gosta de tolerância e inteligência. Não está interessada em insultar polícias, incendiar carros ou comer gelados com a testa. Anita, como tantos outros, está pronta para sacrifícios e para apanhar as canas nos próximos anos. Sabe o que aí vem. Não é, já aqui se disse, parva. Mas precisa de um rumo, de uma mudança de pele colectiva. Anita já não é ingénua. Não é por isso que vai deixar de ter sonhos e de sair à rua. Nem rasca, nem à rasca, nem Deolinda nem interessada no Festival da Canção nem manipulável por partidos ou demagogos ou alienígenas. Anita, por sua própria cabeça, vai levar as suas botas de salto à manifestação.

na Cosmopolitan!


A Voodoo e Patine já exporta para Espanha e o Brasil é o próximo passo. Na mesma altura em que a revista Cosmopolitan dá destaque à nossas caixas de voodoo.

segunda-feira

Na revista VIP...

nº 705, ombro com ombro com a Hermés, a Breil ou a Caran d' Ache. A Voodoo e Patine está a sair-se bem e eu muito orgulhosa.

terça-feira

Tão gira...


sou eu daqui a uns anos, com menos rugas, claro... eu sou cliente da Corporación Dermoestética.
Ficam disponíveis hoje nas lojas. Vou ter especial dificuldade em separar-me desta.
Para mais trendy stuff, siga o link.

O dia mais curto


Há 20 posts atrás eu escrevia sobre o dia mais longo. Escrevia sobre um recomeço emocionado, um passo em frente, com outra música.
Aquele passo foi enorme, tão grande que pareceu uma música que não acabava como se estivesse em repeat. Olhando para lá, é com comoção que me vejo naquele dia. Comoção do verbo comover (para quem fala mal português) como me comovem outras tantas coisas.

Comovem-me as coroas de flores depositadas nos rails das estradas e nos postes de iluminação.
Comove-me a soberba, nas pessoas medíocres.
Comovem-me os guarda-chuvas partidos e abandonados no passeio molhado.

Comovem-me os homens de Porche.
Comovem-me os discos riscados e os estores partidos.

Comovem-me os que, acompanhados, estão sempre sós.
Comovem-me os caracóis varridos, no chão do cabeleireiro.
Comovem-me os dogmáticos e os químico-dependentes.
Comovem-me os circos e os canis de cães.

Comovem-me os que almoçam fora, sozinhos.

Desde o dia mais longo até cá, tive de fazer um fast-forward e hoje sou tão completa, feliz e melhor.

Ah, comovem-me também os discos que nunca mais vão passar na rádio e os formatos que não vão ver luzes, nem camera, nem acção.

Hoje é o solistício. Depois de vários meses, amanhã, os dias voltam a crescer.

domingo

Finalmente


ao cabo de mais de 3 anos a viver nesta casa, deixámos de ter um buraco no tecto, que fazia os nossos amigos e visitas desmancharem-se a rir, para termos uma quentinha e útil salamandra. Foi por uma boa razão: gastámos o dinheiro das obras a tentar salvar a nossa primeira cadela, a Fisga. Por isso, a Fiona quis ficar na foto, para lhe prestar homenagem.
A minha anjinha Fisga, está finalmente em paz.

quinta-feira

Voodoo Boxes


Para além das encomendas de Natal, os pedidos de algumas lojas e os novos acessórios, as caixas de voodoo estão a sair fresquinhas e númeradas (edição limitada). 
Têm vela, incensos, boneco e alfinetes, um baralho de cartas, chá e um amuleto.

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